Após um ano fechado para obras, o Petit Trianon, no Palácio de Versalhes, residência de Maria Antonieta, será reaberto nesta quinta-feira e permitirá, pela primeira vez, a visita da área total do local utilizado pela jovem rainha para escapar da etiqueta da Corte. No dia 5 de outubro de 1789, Maria Antonieta, então esposa do rei Luís 16, estava no Petit Trianon quando foi levada por revolucionários e nunca mais retornou a Versalhes.

Ela foi guilhotinada em Paris em 1793.

O objetivo das obras foi reconstituir com exatidão o pequeno castelo como ele foi deixado por Maria Antonieta e mostrar o cotidiano da rainha, que recebia convidados nesse local e organizava vários eventos.

A área de visita foi triplicada: o andar térreo, onde funcionavam serviços administrativos do museu, e o segundo andar, ocupado por arquivos, foram transformados de acordo com suas funções de origem, segundo documentos de arquivos.

Uma das principais novas atrações é a chamada "sala dos espelhos movediços", ligada ao seu quarto. Um engenhoso e inédito (na época) sistema mecânico fechava as janelas, permitindo que Maria Antonieta se isolasse completamente e escapasse dos olhares externos.

A sala provocava inúmeros rumores, já que as pessoas tentavam imaginar com quem ela estaria fechada no local.

Entre outras novidades, a inauguração da "sala da prataria", onde são expostos pela primeira vez móveis, objetos de prata e porcelana, alguns deles criados especialmente para Maria Antonieta.

Artesãos
Cerca de 250 pessoas trabalharam nas obras, entre elas inúmeros artesãos especializados no patrimônio histórico francês.

A restauração desse pequeno castelo e seus jardins custou 5,3 milhões de euros (R$ 14,2 milhões), financiados por mecenas.

Considerado uma obra-prima do estilo neoclássico francês, o Petit Trianon foi construído entre 1762 e 1768 pelo rei Luís 15 para abrigar suas "favoritas".

O rei Luís 16 deu esse castelo e a área dos jardins para Maria Antonieta como presente de casamento. Na época, ela tinha apenas 15 anos.

Ela tomou posse do local quatro anos depois, em 1774, e decorou o local à sua maneira, com desenhos de flores, frutos e plantas, estilo que depois ficou conhecido como Maria Antonieta.

No espaço denominado "área da rainha" no Palácio de Versalhes, a rainha também criou um jardim anglo-chinês, em moda na Europa na época, e locais como o "Templo do Amor", uma pequena fazenda com animais e a "Gruta", onde ela estava quando os revolucionários chegaram para levar a família real.

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