Países signatários do TNP analisam a possibilidade de uma aplicação plena

Genebra, 28 abr (EFE) - Os países signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) analisam a partir de hoje as possibilidades de aplicação plena deste acordo, o que fez com que vários Estados abandonassem seus planos nucleares, mas que também foi deixado de lado por outros países.

EFE |

A reunião, que acontecerá até nove de maio na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, buscará alternativas para promover a universalidade do TNP, que em 1995 foi prorrogado de forma indefinida e deve ser revisado a cada cinco anos em uma Conferência entre os Estados responsáveis pelo acordo.

O próximo encontro só acontecerá em 2010 e a reunião que começou hoje é a segunda das três que deve ocorrer para encerrar sua preparação.

Feito para prevenir a propagação de armas e tecnologias nucleares, favorecer o desarmamento e promover a cooperação para o uso da energia nuclear com fins pacíficos, o TNP é peça chave para controlar eventuais tentativas de desenvolvimento de armas nucleares.

Em termos gerais, se considera que o tratado foi proveitoso, pois encorajou muitas nações a abandonarem a idéia de desenvolver armamento nuclear.

Outro fato importante é que os países também passaram a aceitar um controle maior pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Alguns países são acusados de violar o acordo, e outros, como Índia, Paquistão e Israel, preferiram não aderir.

A Coréia do Norte se retirou dele em 1993 para efetuar um teste nuclear e apesar de ter aceitado recentemente um plano de desnuclearização, a comunidade internacional teme que o país continue com estas atividades clandestinamente.

O Irã e a Síria também estão sob suspeita de ocultar o desenvolvimento de planos nucleares, o que os Governos de ambos os países negam.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na semana passada o prolongamento, por três anos, do trabalho de um comitê criado em 2004 que pretende conter a proliferação de armas de destruição em massa (nucleares, químicas e biológicas). EFE is/rr/fal

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