Países se reúnem para ratificar convenção contra bombas de fragmentação

Copenhague, 3 dez (EFE).- O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, abriu hoje em Oslo a convenção para ratificar o tratado internacional que proíbe as bombas de fragmentação, estipulado em maio, em Dublin, e que será assinado por 100 países.

EFE |

A convenção, na Prefeitura de Oslo, durará algumas horas e coincidirá com a realização de um debate.

Entre os convidados, estão os ministros de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos; francês, Bernard Kouchner; britânico, David Miliband; e alemão, Frank-Walter Steinmeier.

Dezoito dos 26 países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmaram que assinarão o tratado, algo a que se negaram os principais fabricantes e usuários de bombas de fragmentação, como Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Israel e Paquistão.

O acordo proíbe o uso, desenvolvimento, fabricação, aquisição e armazenamento das bombas de fragmentação e melhora a assistência às vítimas, na maioria civis.

A convenção também conta com a participação de 250 ativistas de 75 países e pessoas que sofreram ferimentos causados por este tipo de bomba.

Stoltenberg disse que "o mundo não será o mesmo" depois da assinatura do tratado, e convidou a países como EUA e Rússia a se unir a esta iniciativa.

O chefe de Governo norueguês lembrou que o próximo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, votou então contra seu uso, e disse que a Noruega entrará em contato com a nova Administração americana para saber seu ponto de vista sobre a questão.

O Governo norueguês lançou, em novembro de 2006, uma iniciativa para acelerar as negociações, que terminaram em maio, em Dublin, onde mais de 100 países definiram finalmente o tratado que será firmado hoje, em Oslo.

Segundo a Coalizão contra as Bombas de Fragmentação (CMC, em inglês), que reúne mais de 200 ONGs a favor da proibição, as bombas de fragmentação feriram e mataram mais de 100 mil pessoas, entre elas um terço de crianças. EFE alc/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG