Países se reúnem em Paris para rever ação internacional no Afeganistão

Paris, 14 dez (EFE).- Os Estados vizinhos do Afeganistão e as grandes potências mundiais estão reunidas hoje em Paris, em nível ministerial, para analisar os problemas da ação internacional nesse país, prioridade diplomática do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e propor uma revisão.

EFE |

O cenário desta conferência organizada pela França durante seu semestre de Presidência da União Européia (UE) - que se desenvolve a portas fechadas - tem duas fases, uma primeira em um palacete de Saint-Cloud, nos arredores de Paris, restrita a cerca de dez convidados, entre eles os vizinhos do Afeganistão e grandes potências.

No primeiro grupo, estão ministros do Afeganistão, Paquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e Tadjiquistão, e no segundo, dos Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França, Itália e Alemanha, além de Kai Eide, enviado especial do secretário-geral da ONU.

Também estão em Saint-Cloud o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, e a comissária de Relações Exteriores do bloco europeu, Benita Ferrero Waldner.

A grande ausência é o Irã, apesar de, até sexta-feira, o ministro de Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, ser um dos nomes da primeira lista.

Diante das reações que podem ter gerado o marco restrito em Saint-Cloud, os anfitriões franceses acrescentaram um jantar na qual estão também convocados representantes da Espanha, Canadá, Japão, Austrália, Cazaquistão, Quirguistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, assim como o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer.

Ao final desse jantar, está programada uma entrevista coletiva oferecida pelos ministros de Exteriores francês, Bernard Kouchner, e afegão, Abdullah Abdullah, além de Eide.

Fontes diplomáticas disseram que, a princípio, não será uma eventual modificação do dispositivo militar internacional no Afeganistão (onde há cerca de 70 mil soldados estrangeiros), nem uma reunião de doadores.

Trata-se, disseram, de examinar a situação do país de uma perspectiva internacional, com vistas a uma "revisão" da estratégia para conseguir uma maior "afganização", ou seja, um envolvimento maior dos próprios afegãos, e não privilegiar a tática militar. EFE ac/an

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