Países ricos sofrerão retração em 2009, diz OCDE

A atividade econômica deve cair 0,9% nos Estados Unidos em 2009, 0,5% na zona do euro e 0,1% no Japão, segundo as últimas projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A economia nos 30 países membros da OCDE deverá sofrer retração de 0,3% em 2009, antes de voltar a apresentar crescimento de 1,5% em 2010, conforme dados divulgados nesta quinta-feira.

BBC Brasil |

A organização baseada em Paris apresentou uma prévia de seu relatório e análises para seus países membros e outras grandes economias, afirmando que estas economias passarão por uma "desaceleração prolongada".

A média de desemprego na área da OCDE foi estimada em 5,9% em 2008 e deve subir para 6,9% em 2009, alcançando 7,2% em 2010.

As previsões foram divulgadas antes da reunião do G20, em Washington, no dia 15. O relatório completo, com previsões para todos os países membros e outras grandes economias do mundo, será divulgado no dia 25.

Jorgen Elmeskov, diretor de política de estudos no Departamento Econômico da organização, afirmou que um alto grau de incerteza cerca estas previsões, pois, segundo ele, muitos desses dados dependem da profundidade e da duração da crise financeira.

Alemanha
Nesta quinta-feira, a Alemanha anunciou que a economia do país está oficialmente em recessão, com dados do governo mostrando contração de 0,5% no terceiro trimestre, mais do que o dobro do que analistas esperavam.

No trimestre anterior, a economia alemã já havia encolhido 0,4%. Em agosto e setembro, as exportações caíram 8%.

"Um impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB) veio do comércio exterior, com forte aumento das importações e enfraquecimento das exportações", informou uma nota do Escritório de Estatísticas Nacionais da Alemanha.

A última vez que a economia alemã entrou em recessão foi em 2003.

"Nós teremos, com certeza, mais contração no quarto trimestre, provavelmente na mesma proporção", disse o economista Klaus Schruefer, do banco SEB.

Na semana passada, dados oficiais também indicaram que a produção industrial alemã caiu 3,6% em setembro, na comparação com o mês anterior.

China
Na China, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, disse que o efeito da crise financeira global é "pior do que o esperado", segundo informações do jornal estatal China Daily.

Esta foi a primeira vez que o primeiro-ministro tornou pública sua opinião pessoal sobre como a crise afeta a economia chinesa. Segundo o jornal, Wen deu as declarações na terça-feira a funcionários do governo.

No último domingo, a China anunciou um pacote de investimentos de US$ 586 bilhões para estimular a economia do país. O montante deve ser aplicado ao longo dos próximos dois anos em obras de habitação, infra-estrutura e reconstrução das áreas afetadas por terremotos.

Apesar de ainda ter uma taxa de crescimento alta em comparação a outros países, a China registra uma desaceleração na sua economia. No ano passado, o crescimento foi de 11,9%, e o país chegou a adotar medidas para evitar um superaquecimento da economia.

No entanto, no terceiro trimestre deste ano o crescimento foi de 9%. A redução se deve, entre outros fatores, à queda nas exportações.

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