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Países ricos não conferem destino de doações, diz relatório

(Embargada até as 15h de Brasília) Nova York, 19 nov (EFE).- Os países mais ricos não aderem aos princípios e boas práticas que devem acompanhar a distribuição de ajuda humanitária para terem certeza que sua ajuda chega aos mais necessitados, segundo o relatório Índice de Resposta Humanitária 2008, divulgado hoje em Nova York.

EFE |

O estudo, realizado pela organização independente Development Assistance Research Associates (Dara), avalia pelo segundo ano consecutivo os 22 principais países doadores da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE) e a Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) segundo sua contribuição a países afetados por crises.

O índice utiliza como método de avaliação os princípios assinados há três anos por esses países da Comissão de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE.

A Suécia lidera o ranking de boa prática, seguida por Noruega, Dinamarca, Irlanda e CE, enquanto os Estados Unidos estão situados na 15ª posição apesar de serem o maior país doador do mundo em volume.

A comunidade internacional investiu US$ 8 bilhões em ajuda humanitária no ano passado, mas a incapacidade de boa parte dos doadores faz com que essa assistência não chegue da maneira mais eficaz e a quem mais precisa.

Os autores do estudo destacaram que os EUA continuam na parte baixa da tabela por suas "notas ruins" quanto à "neutralidade" na entrega de ajuda, no apoio ao desenvolvimento em longo prazo e no respeito ao direito internacional e humanitário.

"A assistência humanitária, que é essencial para a sobrevivência de milhões de pessoas afetadas por desastres e conflitos, necessita de uma revisão integral", declarou o assessor especial da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, Jeffrey Sachs, encarregado de apresentar o relatório.

A diretora da Dara, Silvia Hidalgo, disse que o índice é uma prestação de contas sobre o cumprimento dos princípios impostos a si mesmos pelos Governos.

O estudo insta a proporcionar ajuda humanitária de maneira imparcial, sem condicionamentos políticos, econômicos ou de interesses de segurança.

Também aconselha a vinculação de ajuda humanitária a metas de desenvolvimento em longo prazo e a realização de uma avaliação mais precisa das necessidades das crises para que a assistência chegue a quem e quando forem necessárias. EFE jju/wr/jp

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