Países pedem que OMS seja mais flexível em alerta de pandemia

GENEBRA (Reuters) - Diversos países pediram nesta segunda-feira que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha uma interpretação mais flexível de sua escala de alerta de pandemia, especialmente quando for decidir se vai declarar uma epidemia global. Declarar a fase 6, o nível máximo de alerta, deveria refletir o rigor do novo vírus, e não apenas sua expansão geográfica, disseram os países em uma reunião durante assembleia anual da OMS.

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O novo vírus H1N1 já foi confirmado em 8.829 pessoas em 40 países, causando 74 mortes, de acordo com os últimos dados da OMS.

A OMS declarou a fase 5 do nível de alerta devido à expansão da transmissão na América do Norte, indicando que uma pandemia (epidemia global) é iminente, e poderá mudar para a fase 6 se o vírus se disseminar de forma sustentada em apenas mais um país, mesmo que de forma branda.

O ministro da Saúde da Grã-Bretanha, Alan Johnson, disse à diretora-geral da OMS, Margaret Chan, que presidiu a reunião: "Devemos alterar e adaptar de acordo com as circunstâncias".

"Acredito, doutora Chan, que devemos dar a você e à sua equipe mais flexibilidade sobre se vamos mudar para a fase 6", acrescentou.

"Temos explicado em nosso país, e outros têm explicado, que uma pandemia descreve a expansão geográfica mais que a severidade. Então, gostaria de propor que vocês tenham mais flexibilidade em vez de seguir um processo mecânico", afirmou Johnson.

Chan respondeu: "Vocês estão me pedindo para colocarmos outros fatores em questão antes de mudarmos para a fase 6. Eu levo em consideração esse pedido, mas gostaria de receber orientação e conselhos de outros países membros sobre como proceder."

Outros países que manifestaram apoio à flexibilização são China, Omã, Egito e Emirados Árabes Unidos.

(Reportagem de Stephanie Nebehay e Laura MacInnis)

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