Países ocidentais trabalham em resolução para impedir guerra na Geórgia

Nações Unidas, 11 ago (EFE) - França, Reino Unido, Estados Unidos e outros países ocidentais membros do Conselho de Segurança da ONU retomaram hoje os contatos para elaborar um projeto de resolução que leve ao fim do conflito entre Rússia e Geórgia, disseram à Agência Efe fontes diplomáticas.

EFE |

Representantes diplomáticos dos citados países tentam pactuar a redação de uma possível resolução com a intenção, segundo as mesmas fontes, de apresentá-la provavelmente na terça-feira aos 15 membros do Conselho de Segurança.

Esses mesmos países já mantiveram no domingo reuniões similares, depois que foi suspensa uma tensa reunião plenária do principal órgão da ONU por falta de aproximação entre as partes.

Espera-se que a resolução leve a um cessar-fogo e ao retorno ao "status quo" anterior a 6 de agosto, antes do início dos ataques, indicaram as mesmas fontes.

Elas acrescentaram que é "muito pouco provável" que o principal órgão das Nações Unidas volte a se reunir hoje após tê-lo feito com caráter de urgência quatro vezes desde sexta-feira passada.

As quatro reuniões puseram em evidência as amplas divergências entre Rússia e outros membros do Conselho, particularmente EUA, que não conseguiram convencer Moscou a aceitar o pedido de cessar-fogo proposto pela Geórgia.

Diplomatas ocidentais consultados reconhecem que o projeto de resolução, o qual a França se encarregou de elaborar, não superará o veto russo no Conselho se Moscou não decidir deter sua ofensiva no território georgiano.

O porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, manteve contatos telefônicos nos últimos três dias com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Ele também conversou com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, entre outros dirigentes.

No entanto, Haq ainda não teria conversado com representantes do Kremlin, os quais foram muito críticos ao apelo de Ban ao fim das hostilidades e com o relatório apresentado no domingo ao Conselho pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, o americano Lynn Pascoe.

O embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, considerou no domingo que a apresentação dos fatos por parte de Pascoe não tinha sido imparcial e carecia do contexto apropriado.

Haq defendeu hoje a imparcialidade e objetividade dos responsáveis da ONU neste conflito. EFE jju/db

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