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Países ocidentais apresentam declaração sobre Mianmar a Conselho de Segurança

Nações Unidas, 23 abr (EFE).- Estados Unidos, França e Reino Unido apresentaram nesta quarta ao Conselho de Segurança da ONU uma declaração em que pede a Mianmar (antiga Birmânia) que o plebiscito constitucional marcado para maio seja idôneo e conte com a participação da oposição.

EFE |

O embaixador dos EUA na ONU, Zalmay Khalilzad, assegurou na saída de uma reunião do principal órgão das Nações Unidas que havia chegado o momento de enviar "uma mensagem firme" à Junta Militar que governa o país asiático.

"O Conselho não pode e não deve permanecer em silêncio em relação ao que houve e ao que não houve", afirmou Khalilzad.

Para o embaixador, o "povo birmanês merece o respaldo do Conselho e da comunidade internacional".

O texto solicitou ao Governo de Mianmar que inicie o mais rápido possível um diálogo com a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que permanece sob prisão domiciliar.

Khalilzad não esclareceu se a China, principal aliada de Mianmar no Conselho, aprova o conteúdo da declaração, mas insistiu que se deve enviar uma mensagem ao Governo birmanês.

No entanto, o embaixador afirmou que os membros do Conselho observaram nos últimos meses que o regime militar não tomou os passos necessários para iniciar uma reforma democrática, uma exigência da comunidade internacional.

O texto solicitou às autoridades birmanesas que incluam a oposição na realização do plebiscito de maio, para que o pleito seja "livre e justo", e nas eleições programadas para 2010.

A Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Aung San Suu Kyi, pediu o voto contra o projeto constitucional preparado pela Junta Militar, mas restrições impostas à atividade política em Mianmar limitaram sua campanha.

A LND considerou o projeto constitucional inaceitável, pois mantém o "poder emanando do comandante-em-chefe, em vez do povo" e dá aos militares a possibilidade de intervir quando achar conveniente. EFE jju/plc

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