Países nórdicos têm menor desigualdade entre homens e mulheres

Genebra, 12 nov (EFE).- Os países nórdicos lideram o ranking da igualdade entre homens e mulheres referente a 2007, segundo o ranking apresentado hoje pelo Fórum Econômico Mundial, que deixou o Brasil na 73ª posição, com melhoras nas matérias educativa e econômica, mas retrocesso no aspecto político.

EFE |

Noruega, Finlândia, Suécia e Islândia reiteram os grandes avanços que alcançaram em matéria de igualdade entre homens e mulheres, um aspecto que pode contribuir para estimular a competitividade dos países, segundo o estudo, e ocupam os quatro primeiros postos.

O relatório do FEM cita-os como exemplos a se seguir por seus destacáveis progressos em matéria de educação e participação econômica e política das mulheres.

"Este trabalho mostra o forte correlação entre competitividade e igualdade de gênero, embora não implica uma causalidade", explicou Laura Tyson, professora de Administração e Economia na Universidade da Califórnia.

A acadêmica assinalou que o que parece claro é que "os países que não capitalizam de maneira efetiva a metade de seus recursos humanos correm o risco de afetar seu potencial de competitividade".

Dos países em desenvolvimento, o ranking destaca a presença das Filipinas e do Sri Lanka, na 6ª e na 12ª posições, respectivamente, assim como de Lesoto, na 16ª.

As Filipinas conseguiram preencher o hiato de gênero quanto a educação e saúde, enquanto o Sri Lanka avançou em poder político das mulheres.

Lesoto é o primeiro país africano em aparecer na lista com avanços significativos em matérias de educação e saúde, além de melhoras nos aspectos econômico e político.

Pela região da América Latina e o Caribe, Trinidad e Tobago é o país que lidera a lista, na 19ª posição, graças a melhoras em oportunidades e participação econômica das mulheres, mas fundamentalmente no aumento do número de parlamentares.

As posições de poder político também fizeram a Argentina -presidida por uma mulher, Cristina Fernández de Kirchner- subir nove posições, ficando no 24º lugar do ranking, segundo melhor na região.

Os Estados Unidos aparecem em 27ª após preencherem disparidades quanto de renda pelas mulheres ocuparem postos de trabalho similares aos dos homens e mais posições políticas de comando.

Os países com as maiores disparidades entre homens e mulheres são Tunísia, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Síria, Etiópia e Arábia Saudita. EFE is/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG