Países negociam com Pyongyang entrada de inspetores para amostras de arsenal

Pequim, 9 dez (EFE).- As conversas multilaterais sobre a crise nuclear norte-coreana se concentraram hoje em uma minuta para conseguir da Coréia do Norte a aprovação para o acesso de inspetores estrangeiros à coleta de amostras do arsenal nuclear norte-coreano.

EFE |

As duas Coréias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China (país anfitrião) analisaram hoje uma minuta que estipularia a tomada de amostras e as visitas dos inspetores a Yongbyon, principal usina norte-coreana, e outras instalações, como parte do processo de verificação do arsenal, que deverá ser desmantelado.

Assim insinuou hoje o negociador americano Christopher Hill, que não quis entrar em detalhes sobre o documento que circula entre os seis chefes de delegação reunidos desde ontem em Pequim.

As negociações sobre este documento de verificação durarão até amanhã.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, confirmou hoje, em entrevista coletiva, que o principal empecilho para avançar no desarmamento norte-coreano é agora a verificação, um obstáculo suficientemente importante para ter bloqueado estas negociações nos últimos cinco meses.

O desacordo desta vez está em torno sobre se Pyongyang aceitou que os inspetores entraram só em Yongbyon ou nas outras instalações ainda não declaradas pelo isolado e empobrecido regime.

O diálogo multilateral começou em 2003, e em 2006 teve seu pior momento, quando, em outubro, a Coréia do Norte realizou o primeiro teste nuclear de sua história.

No entanto, em 2007, o regime norte-coreano aceitou o desarmamento em troca de um pacote de ajuda econômica e reconhecimento político, que deve ser implantado sob um princípio de simultaneidade que não está sendo fácil de levar à prática.

"Esperamos que todas as partes pratiquem a sabedoria e se chegue a um consenso sob o princípio de compromisso por compromisso", disse hoje o porta-voz chinês.

Na atual reunião em Pequim, estuda-se também a entrega do restante do pacote de 1 milhão de toneladas de petróleo pesado para a Coréia do Norte, à medida que aceite a verificação de seu arsenal.

Este é o último encontro multilateral sob Administração do presidente americano, George W. Bush, com a qual a Coréia do Norte viveu seus piores momentos de tensão. No entanto, segundo Hill, não deve haver grandes mudanças na postura americana sob o mandato do presidente eleito Barack Obama. EFE mz/an

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