Países não-alinhados preparam condenação a golpe de Estado em Honduras

Sharm el-Sheikh (Egito), 13 jul (EFE).- Os membros do Movimento de Países Não-Alinhados (Noal, na sigla em inglês), reunidos na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, incluíram na minuta do documento final de sua reunião que os presidentes devem aprovar a firme condenação ao golpe de Estado em Honduras, em sua próxima cúpula.

EFE |

"Os líderes de Estado e de Governo condenam com firmeza o golpe de Estado realizado contra o presidente eleito da República de Honduras, José Manuel Zelaya Rosales", assegura o parágrafo 290 da minuta, que tem 115 páginas.

O documento, que entre hoje e amanhã será discutido pelos ministros de Exteriores dos países do Noal não será aprovado até a cúpula, que será realizada entra quarta-feira e quinta-feira.

O texto qualifica o golpe militar hondurenho como "flagrante violação da ordem constitucional e democrática" e ressalta que afetou a democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito de Honduras.

Os países não-alinhados pedem a "imediata e incondicional restauração do Governo legítimo e constitucional do presidente Zelaya" e pedem que não se reconheça a legitimidade de nenhum outro presidente que não o deposto.

Os membros do Noal também pediram que os esforços regionais e multilaterais para restaurar Zelaya no poder sejam mantidos.

O embaixador da Bolívia nas Nações Unidas, Pablo Solón, que participa das reuniões preparatórias da cúpula, disse hoje à Agência Efe que a introdução deste parágrafo reforça e fortalece a posição de Zelaya.

O presidente da República Dominicana, Leonel Fernandéz, será o porta-voz dos países da América Latina que apoiam o retorno de Zelaya ao poder, na XV Cúpula do organismo, criada em 1961.

Fernández apresentará uma carta com as posições adotadas pelos chefes de Estado do Sistema da Integração Centro-Americana (Sica), do Grupo do Rio e da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o golpe de Estado.

Zelaya foi detido e expulso de Honduras após um golpe militar e foi substituído pelo presidente do Parlamento hondurenho, Roberto Micheletti. EFE jfu/pd

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