Países ibero-americanos pedem coordenação em ajuda ao Haiti

Madri, 15 jan (EFE).- O chefe da Secretaria-Geral Ibero-americana (Segib), o uruguaio Enrique Iglesias, ressaltou hoje a importância da coordenação entre todos os países na reconstrução do Haiti.

EFE |

Iglesias fez um apelo à comunidade internacional após a reunião que teve hoje, em Madri, com os embaixadores dos países-membros da Segib e representantes do Governo espanhol.

No encontro, as partes conversaram sobre as consequências do terromoto que devastou o Haiti na terça-feira.

"A única coisa positiva desta situação é que talvez um esforço maciço da comunidade internacional na reconstrução finque as bases de uma decolagem do Haiti rumo ao desenvolvimento econômico e social", afirmou Iglesias.

O chefe da Segib também anunciou que a entidade enviará uma "pequena missão" ao país centro-americano. Antes, porém, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) fará uma avaliação dos danos para definir como será esta ajuda.

Até lá, a Segib informará em um portal na internet as ações que os países da região ibero-americana promoverão para atender às necessidades do povo haitiano.

"A partir dessas informações, tenho certeza de que surgirão mecanismos de cooperação, como as operações conjuntas que já estão em curso, por exemplo, entre Espanha e Argentina", declarou Iglesias.

O secretário-geral ibero-americano disse ainda estar satisfeito com a reação ao desastre que os países da Segib tiveram. Segundo ele, os 22 Governos da entidade querem se "fazer presentes e deixar claro seu compromisso".

"O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor, assim como outros dois civis. EFE ajs/sc

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