Países europeus pedem reconciliação entre palestinos

Vários países europeus fizeram um apelo neste domingo pela reconciliação entre o movimento Fatah, do presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas, e o grupo radical islâmico Hamas, com o objetivo de facilitar o acesso à Faixa de Gaza e colaborar para o avanço do processe de paz israelo-palestino.

AFP |

"Se não conseguirmos solucionar as divisões da sociedade palestina, será muito difícil progredir de verdade em Gaza e no processo de paz", declarou à imprensa o ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt.

"Está na hora dos palestinos conversarem entre eles", acrescentou, ao chegar em Bruxelas para uma reunião entre chefes da diplomacia da UE e de Egito, Jordânia, Turquia e da Autoridade Palestina.

O chanceler britânico David Miliband classificou como "absolutamente essencial" a "reunificação do povo palestino", para que ele possa falar "com uma só voz".

Além disso, Miliband disse ser "muito significativo" o apelo de países do mundo árabe pela formação de "um governo de consenso" nos territórios palestinos sob a autoridade do presidente Abbas.

"Acredito ser necessária a formação imediata de um governo palestino de consenso", estimou por sua ver o chefe da diplomacia luxemburguesa, Jean Asselborn. Caso contrário, "não conseguiremos nunca organizar a ajuda humanitária e abrir Gaza", acrescentou.

O ministro italiano Franco Frattini declarou, por sua vez, que é preciso "incentivar e ajudar os egípcios, que lideram os esforços para reconciliar todas as facções palestinas".

O governo palestino já foi coordenado por um primeiro-minsitro do Hamas, Ismail Haniyeh, depois que o grupo islâmico venceu as eleições legislativas de janeiro de 2006.

Depois de 18 meses de uma difícil coexistênca, Abbas assinou sua destituição em junho de 2007, quando o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza.

ylf/ap

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