Países do Mercosul crescem apesar da crise mundial

A maioria dos países do Mercosul crescerá este ano com as políticas de expansão adotadas para se enfrentar a crise mundial, estimaram nesta quinta-feira os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais, durante a XXXVII Cúpula de Assunção.

AFP |

"Os países têm adotado, em geral, políticas monetárias e fiscais expansivas para paliar o efeito da recessão mundial", disse o ministro da Fazenda do Paraguai, Dionisio Borda, porta-voz do encontro na capital paraguaia.

Os relatórios dos especialistas revelam que "a maioria (dos países) terá crescimento em 2009, exceto Chile e Paraguai", destacou Borda em entrevista coletiva.

Borda lembrou que o Chile calcula para 2009 uma queda do PIB de 1%, enquanto o Paraguai deve sofrer um recuo de 3% a 4%.

Na outra ponta, a Bolívia deve obter um avanço do PIB de 4%.

Borda disse que a contração da economia paraguaia não obedece tanto à crise internacional, mas sim a seca, que derrubou a produção agrícola, e estimou que a situação deve mudar no segundo semestre de 2009.

"Os níveis de crescimento de nossos países são muito mais promissores do que os previstos pelos organismos multilaterais e os setores privados", destacou o funcionário paraguaio, ao comentar os relatórios dos ministros presentes em Assunção.

Borda salientou que "a inflação, no geral, está sob controle em todos os países" da região, e as reservas "estão fortes".

"Estamos saindo da crise, cujos canais de transmissão foram o setor financeiro, a retração do envio de dinheiro (dos emigrantes) e a queda no comércio internacional".

Borda estimou que "haverá uma recuperação rápida em 2010, e que tal previsão age como um acelerador do crescimento".

Os relatórios dos ministros destacam a importância da comunicação pública no manejo da crise: "É um fator importante na economia transmitir uma expectativa positiva e antecipar quando vamos passar este período de turbulência, quando vamos voltar à normalidade....".

A reunião precedeu o encontro ordinário do Conselho do Mercado Comum (CMC), entre os chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, membros plenos do Mercosul, e Venezuela, em processo de incorporação.

Do encontro preliminar participaram os ministros e governadores dos bancos centrais de Bolívia e Chile, estados associados.

Os presidentes do Mercosul analisarão nesta sexta-feira uma agenda que incluirá a crise de Honduras e a gripe suína.

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