Países do Ibas defendem Jerusalém Oriental para Estado palestino

SÃO PAULO (Reuters) - Os países que integram o grupo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) defenderam nesta quinta-feira a criação de um Estado palestino no Oriente Médio tendo Jerusalém Oriental como capital e pediram a retomada das fronteiras pré-1967 e o congelamento das construções de assentamentos por Israel nos territórios ocupados. Após encontro com o chanceler palestino, Riad Malki, durante encontro do Ibas em Brasília, representantes desses três países também pediram a retomada do processo de paz no Oriente Médio, e afirmaram que países em desenvolvimento também devem colaborar na mediação de um acordo.

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"Os ministros indicaram que Índia, Brasil e África do Sul, como membros do fórum Ibas, estão convencidos de que uma ampla paz no Oriente Médio é crucial, não somente para as populações e países da região, mas também para a paz e a segurança internacionais", afirma comunicado do grupo.

"Os países do Ibas fazem um apelo enfático ao governo israelense para que congelem as atividades de assentamentos nos territórios palestinos ocupados, incluindo seu 'crescimento natural', incluindo a decisão de construir moradias em Jerusalém Oriental", afirma o documento.

O comunicado expressa, ainda, preocupação com a situação humanitária em Gaza e pede um relaxamento do bloqueio imposto por Israel à região.

Índia, Brasil e África do Sul também se declararam "profundamente preocupadas" com uma ordem militar israelense que pode resultar na expulsão de milhares de palestinos da Cisjordânia pelo governo israelense.

Durante a chamada Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel capturou áreas como Faixa de Gaza, Cisjordânia, Colinas de Golã (Síria) e a zona oriental de Jerusalém.

(Por Eduardo Simões)

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