Países do G8 aumentam para US$ 20 bilhões ajuda contra a fome

(atualiza com novo valor de ajudas) LAquila (Itália), 10 jul (EFE).- Os países reunidos na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Oito (G8, as nações mais ricas e a Rússia) na cidade italiana de LAquila se comprometeram a destinar US$ 20 bilhões em três anos para combater a fome, o que representa US$ 5 bilhões a mais do que o previsto.

EFE |

Um alto funcionário da delegação americana na cúpula, que falou sob a condição de anonimato, disse hoje que as promessas dos países foram mais altas do que tinha sido calculado. "Baseados nessas promessas, podemos anunciar que serão mobilizados US$ 20 bilhões".

Em uma folha informativa distribuída pela Casa Branca se informa que os Estados Unidos fornecerão a esse total pelo menos US$ 3,5 bilhões ao longo de três anos.

Segundo explicou o alto funcionário, o aumento nos compromissos aconteceu depois do discurso do presidente Barack Obama, na sessão sobre segurança alimentar realizada esta manhã entre os países do G8, países africanos, instituições financeiras e nações especialmente convidadas.

Em seu discurso, acrescentou o alto funcionário americano, Obama, de pai queniano, recorreu a suas experiências pessoais da África e vivências de sua família para ressaltar a necessidade da governabilidade no continente.

Em seu comunicado sobre segurança alimentar, o G8 deu especial ênfase em que as iniciativas sejam realizadas de maneira "sustentável" e ressalta a importância de estimular "o setor privado" nos países receptores de ajuda.

No texto se plasma também a necessidade de acompanhar a assistência alimentar com a "expansão do emprego" e as políticas de apoio a "pequenos proprietários rurais, mulheres e famílias" para desenhar uma política global de assistência.

O documento que os países participantes deste último dia da cúpula do G8 terão que assinar, faz referência à mudança climática e recomenda a "gestão sustentável de água, terra, solo e outros recursos naturais".

Por outro lado, ressalta que a assistência sanitária e a educação contribuirão "para a produtividade e o crescimento econômico, que trará como consequência uma melhoria maior da nutrição e da segurança alimentar nos países pobres". EFE mv-fab/ma

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