Países do Atlântico Sul fecham acordo contra narcotráfico e pirataria

Teguise (Espanha), 13 jun (EFE).- Os 12 países da Europa, América Latina e África, reunidos no Fórum Atlântico Sul, concordaram hoje em trabalhar em conjunto contra as ameaças à segurança nas regiões, como o tráfico de drogas e de armas, a pirataria e a imigração ilegal.

EFE |

O compromisso recebeu o nome de "Declaração de Lanzarote" e finalizou hoje a primeira reunião sobre o Atlântico Sul, realizada na cidade espanhola de Teguise, nas ilhas de Lanzarote, nas Canárias.

Trata-se de uma iniciativa impulsionada pela Espanha e Portugal para ampliar a colaboração entre os países dos dois lados do oceano, em temas como imigração, a luta contra a pobreza e a defesa do meio ambiente.

Na entrevista coletiva final, o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, disse que chegou a hora de equilibrar o peso estratégico do Sul do Atlântico em comparação com o Norte e de aproveitar seu potencial em benefício de todos.

Segundo Moratinos, o acidente que envolveu um avião da Air France, com 228 pessoas a bordo, no último dia 1º, pôs em evidência o "buraco negro" que existe nesta zona, já que não foi possível obter notícias do aparelho durante as duas horas anteriores a seu desaparecimento, no meio do oceano Atlântico.

"Este é um exemplo muito gráfico, muito dramático. Esse buraco negro é o que queremos eliminar", disse Moratinos, acompanhado de seus colegas da Argentina, Jorge Taiana, e do Marrocos, Fassi Fihri.

A reunião contou com ministros e altos cargos do Brasil, Espanha, Portugal, França, Argentina, Uruguai, Marrocos, Angola, Cabo Verde, Camarões, Nigéria e Senegal.

O ministro anunciou que a próxima reunião acontecerá em Nova York, em setembro, aproveitando a presença de todos os membros do fórum na Assembleia Geral da ONU.

O marroquino Fihri afirmou que o valor agregado deste novo fórum é "pragmático e flexível" e que permite sua integração com outros mecanismos bilaterais de cooperação entre continentes.

O ministro marroquino destacou a importância de colaborarem juntos contra as redes de crime organizado e contra novas ameaças de pirataria. Fihri assegurou que os piratas não atuam somente na Somália, mas já ameaçam o Golfo da Guiné e que avançam para a costa nordeste da África. EFE cpg/pd

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