Paises devem decidir sobre extensão de validade do Tamiflu--OMS

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira que está a cargo das autoridades de cada país decidir se estendem o prazo de validade do medicamento Tamiflu em dois anos, como recomendado pela fabricante de remédios suíça Roche.

Reuters |

Estados Unidos, Canadá, Austrália, Hong Kong e a agência de fiscalização da União Europeia estenderam o prazo de validade do Tamiflu de cinco anos para sete anos depois que dados da empresa mostraram uma estabilidade mais prolongada do ingrediente ativo, afirmou uma porta-voz da Roche.

O Tamiflu, cujo nome genérico é oseltamivir, é o principal antiviral em uso contra o vírus H1N1, responsável pela pandemia de influenza, que vem sendo chamada de gripe suína.

As cápsulas mantidas nos estoques dos governos ao redor do mundo ou atualmente no mercado portam um prazo de validade de cinco anos.

"A opinião da OMS é de que a extensão do prazo de validade é um assunto para as autoridades normativas nacionais," disse o porta-voz da OMS Gregory Hartl em um comunicado enviado a jornalistas.

A OMS diz que a maioria das pessoas infectadas com o H1N1 apresenta sintomas leves e que o Tamiflu deve ser dado apenas aos pacientes de gripe sob risco maior, incluindo gestantes ou os que têm complicações como pneumonia.

A Agência Europeia de Medicamentos disse ser aceitável adotar a ampliação dos prazos de validade aos estoques correntes da droga durante a pandemia de gripe, decisão acatada no mês passado pela Suíça.

"Estamos trabalhando com as autoridades de saúde para também estender o prazo de validade em outros mercados, porque isso faz sentido," disse à Reuters a porta-voz da Roche Claudia Schmitt.

A Roche está fornecendo dados sobre a estabilidade do medicamento aos governos, para ajudá-los a estender a validade de seus estoques, afirmou ela.

"Os governos têm feito estoques desde a época da gripe aviária," acrescentou ela, referindo-se à cepa da gripe aviária H5N1, que surgiu em 2003 e também responde ao tratamento com o antiviral.

Desde 2004, a Roche atendeu a encomendas governamentais para 270 milhões de tratamentos com Tamiflu em 96 países, disse Schmitt.

A fabricante do medicamento doou cerca de 10,65 milhões de tratamentos à OMS para distribuição e uso nos países mais pobres. A primeira doação para a agência da ONU foi feita em 2004 e uma segunda em maio, quando o H1N1 se propagou mais amplamente.

"Uma grande quantidade da segunda doação foi produzida recentemente. É um produto que vai expirar daqui a muitos anos," afirmou ela.

A porta-voz da OMS disse que a agência não tinha nenhuma nova estimativa da capacidade de produção mundial para as vacinas que estão sendo desenvolvidas pelos laboratórios farmacêuticos.

Anteriormente a OMS estimou que os laboratórios poderiam produzir até 94 milhões de doses por semana, mas a quantia dependerá de fatores incluindo a necessidade de uma ou duas doses, e a quantia de agente ativo necessária em cada dose.

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