Países da UE elevam para 50.000 euros a garantia dos depósitos bancários

Os países da União Européia (UE) acertaram nesta terça-feira, em Luxemburgo, aumentar de 20.000 a pelo menos 50.000 euros a garantia dos depósitos nos bancos do bloco.

AFP |

O compromisso foi alcançado na reunião de ministros das Finanças dos 27 membros da UE, dentro de seu objetivo de atuar de forma coordenada para tranqüilizar os correntistas e os grandes grupos financeiros frente à crise financeira.

"Os Estados estão de acordo em aumentar a proteção dos depósitos de particulares para um valor de pelo menos 50.000 euros, sabendo que vários Estados membros estão determinados a elevar essa cobertura a 100.000 euros", segundo o texto divulgado.

"A Europa está unida frente à crise financeira e determinada a atuar de forma coordenada", declarou a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, cujo país exerce a presidência da UE, em coletiva de imprensa ao final da reunião.

Nesse sentido, e na primeira medida conjunta européia desde o agravamento da crise financeira, os 27 membros da UE se comprometeram em aumentar até 50.000 euros a garantia dos depósitos bancários, apesar da intenção da maioria dos países em elevar esse montante até 100.000 euros.

"A solução pela qual se chegou a um resultado é que o aumento para todos é de até 50.000 euros. Mas existe uma série de países membros, eu diria que a maioria, que têm mostrado preferência de colocar 100.000 euros como mínimo", afirmou, por sua vez, o ministro espanhol, Pedro Solbes.

Quanto à entrada em vigor da medida, que terá uma duração inicial de um ano, "em princípio é um acordo político e cada país terá que colocá-la em andamento de acordo com seus procedimentos nacionais", explicou Solbes.

A idéia de harmonizar as políticas díspares existentes dentro da UE e evitar fugas de capitais dos bancos dos países mais generosos acontece depois que os 27 não conseguiram alcançar um acordo para lançar um plano de resgate similar ao americano.

Em relação à Espanha, onde a garantia atual é de 20.000 euros, Solbes indicou que seu governo realizará ainda nesta terça-feira um anúncio sobre o montante mínimo que garantirá, indicando esperar que o presidente do Govenro, José Luis Rodríguez Zapatero, aceite sua opinião, embora não tenha dito qual é.

Vários países, entre eles a Alemanha e a Irlanda, já anunciaram que vão garantir de forma unilateral os depósitos de todos os correntistas seja qual for o montante.

Outros, como a França e Grã-Brtanha, anunciaram, por sua vez, aumentos de sua garantia mínima, que é muito maior do que a prevista pela legislação européia.

Durante sua reunião em Luxemburgo, os países da UE se comprometeram, por outro lado, em dar apoio a todos os grandes grupos financeiros em caso de dificuldades para evitar uma crise generalizada, seguindo uma decisão similar adotada na noite de segunda pelos membros da Eurozona.

Os resgates dos bancos à beira da falência se sucederam nos últimos dias na Europa, com o alemão Hypo Real Estate, o belgo-holandês Fortis ou o franco-belga Dexia encabeçando a lista.

Na Grã-Bretanha, a BBC informou nesta terça que três dos quatro maiores bancos do país (Royal Bank of Scotland, Barclays e Lloyds TSB) teriam pedido ao ministro da Economia britânico, Alistair Darling, apurar sua decisão sobre um possível plano de ajuda ao setor.

bur-mar/cn/fp

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