Países da UE aprovarão hoje acordo de paz entre Geórgia e Rússia

Bruxelas - Os ministros de Exteriores dos 27 países-membros da União Européia realizam nesta quarta-feira um encontro extraordinário no qual aprovarão a trégua entre Rússia e Geórgia, acertada com a mediação da Presidência francesa do bloco, e avaliarão as necessidades de ajuda humanitária para atender às vítimas do conflito.

EFE |

Rússia e Geórgia aceitaram na terça-feira o plano apresentado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, em nome da União Européia (UE) e que prevê o retorno das tropas russas e georgianas a suas posições anteriores ao conflito.

Sarkozy, que mediou as negociações na qualidade de presidente rotativo da UE, conseguiu o consentimento de ambos os países com o plano, após visitas a Moscou e Tbilisi, nas quais se reuniu com os presidentes russo, Dmitri Medvedev, e georgiano, Mikhail Saakashvili.

Pouco antes da chegada de Sarkozy a Moscou, na terça-feira, Medvedev tinha anunciado o fim das operações militares russas na Geórgia.

Os 27 países-membros da União Européia foram convocados pela Presidência francesa no final de semana passado, perante o recrudescimento das hostilidades na Geórgia, com o objetivo de definir a posição da UE perante a crise.

O aval do bloco reforçará as possibilidades de o acordo ser respeitado por ambas as partes.

Os países-membros também aproveitarão para avaliar a situação humanitária em conseqüência da guerra, com especial atenção aos feridos e à população deslocada, e tentarão determinar o que pode ser feito pela UE para aliviar a crise.

Os ministros discutirão a possibilidade de recorrer ao chamado "instrumento de flexibilidade" do orçamento comunitário para responder às necessidades mais urgentes e também, escutarão as propostas da Comissão Européia a esse respeito.

O porta-voz de Desenvolvimento do bloco, John Clancy, indicou que Bruxelas tem uma margem de 2 milhões de euros para ajudas de emergência, mas disse que é preciso esperar por mais informações sobre a situação.

Vítimas

A Rússia afirma que 1.600 civis da Ossétia do Sul foram mortos nos combates e que milhares mais estão desabrigados. Mas essas cifras não foram confirmadas por nenhuma fonte independente.

A Geórgia registrou cerca de 200 mortos e centenas de feridos.


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