Bruxelas, 12 set (EFE) - Praticamente todos os países da União Européia anunciaram hoje sua contribuição inicial à missão de observação civil na Geórgia, que os ministros de Exteriores do bloco aprovarão na segunda-feira.

Os embaixadores dos 27 países-membros da UE fizeram hoje uma reunião na qual foram anunciadas as contribuições, que superam amplamente o número de 200 integrantes previsto, disseram à Agência Efe fontes do bloco.

A França, que exerce a Presidência de turno do bloco, anunciou um número superior ao divulgado na quarta-feira pela Alemanha (um quinto do total, 40 pessoas), enquanto a Itália informou de um contingente similar ao alemão.

A Espanha e outras nações anunciaram contribuições de entre 10 e 20 pessoas, acrescentaram as fontes.

Os poucos países que não informaram números especificaram que estavam finalizando os detalhes, mas asseguraram que farão uma contribuição.

A unanimidade na participação representa "uma mensagem política importante", segundo as fontes, que insistiram em que, após conseguir o número necessário de integrantes, se trabalha agora nos preparativos do desdobramento, que deve estar concluído até 1º de outubro.

Uma vez desdobrada a missão européia, as tropas russas deixarão as zonas adjacentes além da Ossétia do Sul e da Abkházia, segundo o acordo alcançado na segunda-feira em Moscou pelos principais líderes da UE com o presidente russo, Dmitri Medvedev.

Uma fonte diplomática assinalou hoje que a UE retomaria as negociações para um amplo acordo de cooperação com a Rússia, se o país retirar suas tropas das zonas da Geórgia fora da Ossétia do Sul e a Abkházia até 10 de outubro.

Os ministros de Exteriores do bloco devem aprovar na segunda-feira o mandato para a criação da missão de observação.

Por enquanto, diversas fontes européias insistiram em que "a prioridade" é o desdobramento da missão para assegurar a retirada russa das zonas georgianas além dos limites administrativos com as duas regiões separatistas, que deve acontecer até 10 de outubro.

A Rússia antecipou que não permitirá que os observadores da UE se desdobrem em território da Ossétia do Sul e da Abkházia, cuja independência reconheceu Moscou, mas os europeus esperam que a questão possa ser resolvida a seu favor assim que a missão chegar e for implementada. EFE rcf/db

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