Países da Ásia e do Pacífico examinam em Bangcoc a crise energética

Bangcoc, 28 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, inaugurou nesta segunda-feira a 64ª conferência da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico (Escap), na qual delegados da região debaterão sobre a crise energética.

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O premier tailandês afirmou, durante seu discurso de abertura, que um dos assuntos mais importantes na agenda da reunião será passar em revista os efeitos causados pela alta dos combustíveis nos países em desenvolvimento da região, onde mais aumenta o consumo de energia, sobretudo na Índia e na China.

Também se referiu à alta de preços dos alimentos, que fez soar o alarme de crise de fome entre as classes mais pobres de todo o mundo, e à desaceleração da economia mundial como outros dois fatores que condicionarão o futuro dos países.

Durante a jornada, os delegados de 62 países, entre os quais se contam China, Japão, e Austrália, se reunirão para discutir políticas que façam frente aos desafios da economia global.

A secretária da Escap, com sede na capital tailandesa, Noeleen Heyzer, disse por meio de um artigo publicado no jornal "Bangcoc Post" que em 2030 80% da energia consumida na Ásia e no Pacífico virá de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão.

Na sua opinião, este fato "deixará a região especialmente vulnerável à volatilidade do mercado internacional e a transformará no maior emissor de gases de efeito estufa".

Segundo dados da ONU, o consumo de energia nos países da Ásia e do Pacífico aumentou em 70% entre 1991 e 2005 e se prevê um aumento de 2,75% anual até 2030, ano no qual a demanda da região representará a metade do total mundial.

Heyzer disse que a eficiência energética é um requisito indispensável para conseguir os Objetivos do Milênio da ONU, como reduzir a pobreza e a mortalidade infantil.

Apesar de as energias renováveis só representarem 9% do consumo total nestes países, esta parte do mundo conta com os recursos naturais para produzir 40% da energia hidrelétrica e 35% da solar e geotérmica. EFE fmg/ma

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