Países árabes pedem fim de ataques israelenses à Faixa de Gaza

Cairo, 27 dez (EFE).- Os diferentes países árabes condenaram hoje o ataque israelense à Faixa de Gaza, que deixou pelo menos 160 mortos e centenas de feridos.

EFE |

Em comunicado presidencial, o Egito criticou o ataque e atribuiu a Israel, "como força de ocupação", a responsabilidade pelos mortos e feridos na agressão.

Além disso, o Governo egípcio assegurou que seguirá fazendo seu trabalho de mediação entre os palestinos e os israelenses para "criar um ambiente propício para renovar a trégua e conseguir uma reconciliação interpalestina".

Já a Síria qualificou de "ato terrorista" e de "guerra de extermínio" a ofensiva israelense.

Em comunicado, o assessor político e de informação da Presidência síria, Buthaina Shaaban, disse que a "Síria condena categoricamente o ato de terrorismo e a guerra de extermínio lançada pelas forças da ocupação israelense contra a Faixa de Gaza".

A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, "está bebendo agora o sangue do povo palestino para se transformar em primeira-ministra através desta ação terrorista e deste grande massacre contra gente indefesa", destacou Shaaban.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, destacou que Israel somou hoje "outro massacre à lista de massacres" contra os árabes.

"Em meu nome e em nome de meu Governo, condeno esta agressão criminosa", e pediu uma reunião urgente da Liga Árabe para adotar uma postura unificada.

Além disso, pediu à ONU e ao secretário-geral Ban Ki-moon que impeçam Israel de seguir "cometendo massacres e destruições no mundo árabe".

A agência de notícias oficial do Iêmen "Saba" disse que o presidente iemenita, Ali Abdala Saleh, qualificou de "barbárie" o ataque contra os palestinos, enquanto os Emirados Árabes Unidos apoiaram a realização de uma reunião de urgência na Liga Árabe, informou a agência local "WAM".

Um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores jordaniano pediu que o ataque seja detido imediatamente, e ressaltou que o chanceler Salah Bashir já iniciou contatos para preparar um encontro na Liga Árabe.

A organização convocou hoje uma reunião de emergência dos 22 ministros de Assuntos Exteriores árabes para debater a situação em Gaza. EFE gb/db

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