Países árabes não comentam advertências do Irã sobre petróleo

Abu Dhabi, 29 jun (EFE) - Os países árabes do Golfo Pérsico, cujas economias dependem da venda do petróleo, não quiseram comentar as advertências do Irã de impedir a exportação da commodity da região, se for atacado.

EFE |

Apesar de nenhum dos Governos do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) ter comentado a advertência, as declarações feitas no sábado pelo general Ali Jaafari, chefe do todo-poderoso corpo da Guarda Revolucionária ("Pasdaran"), ocupam hoje as manchetes de todos os jornais da região.

Jaafari, em uma entrevista ao jornal iraniano "Jaam-e Jam", disse que o Irã controlaria o Estreito de Ormuz, por onde sai 40% do petróleo consumido no mundo, se o país for atacado por Israel ou pelos Estados Unidos.

Além disso, advertiu os países do CCG de que não permitam que seus territórios ou águas sejam utilizados em uma possível ação militar, já que os militares iranianos "responderão às fontes de um ataque" contra a República Islâmica.

O CCG é integrado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Catar e Barein, todos aliados dos EUA, e esses três últimos possuem bases militares americanas.

Jaafari respondia assim às recentes informações que indicam que Israel pode estar preparando um ataque aéreo contra as instalações nucleares iranianas.

Ele também disse que o Irã tem mísseis capazes de alcançar Israel e outros alvos na região, e ameaçou se aliar aos aliados de Teerã, como Hisbolá e Hamas, e atacar os interesses americanos na zona.

Os países do CCG mostraram reiteradamente sua oposição a uma eventual ação militar contra o Irã por suas atividades nucleares, pois consideram que um ataque terá conseqüências catastróficas para as economias dos integrantes dessa aliança árabe.

Analistas locais afirmam que uma guerra contra o Irã causaria anarquia em toda a região e paralisaria os planos de desenvolvimento do CCG, já que privaria seus integrantes da mais importante fonte de receita, o petróleo. EFE fa/db

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