Abu Dhabi, 15 jul (EFE).- Os países árabes do Golfo Pérsico criticaram a ordem de detenção por genocídio contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, solicitada pela procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI), já que não ajuda na conquista da paz na conflituosa região de Darfur.

"Este pedido é uma intervenção nos assuntos internos do Sudão, e não ajuda nos esforços para restabelecer a paz em Darfur e em outras regiões desse país", disse o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG), Abdel-Rahman al-Attiyah, citado hoje pela imprensa árabe.

Attiyah pediu ao TPI que "não adote nenhuma decisão que apóie a solicitação do procurador-chefe" dessa corte, Luis Moreno Ocampo, que acusou Bashir de genocídio em Darfur.

Calcula-se que pelo menos 200.000 pessoas perderam a vida no conflito que acontece desde 2003 entre forças rebeldes e tropas regulares sudanesas e milícias árabes respaldadas pelo Governo de Cartum.

Além disso, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar para campos de refugiados dentro e fora do país, no que segundo a ONU acredita ser um dos piores desastres humanitários da história.

Os países do CCG - Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Barein, Omã e os Emirados Árabes Unidos - "respeitam a legalidade internacional, e respaldam todos os esforços destinados à conquista da estabilidade, a unidade e a soberania do Sudão", concluiu Attiyah. EFE fa/mh

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