Nações Unidas, 9 jul (EFE) - Os países árabes apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução que condena a expansão dos assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados, anunciou hoje o representante da Autoridade Nacional Palestina (ANP) perante as Nações Unidas, Riyad Mansour.

Ele disse que o texto se encontra sobre a mesa do principal órgão das Nações Unidas, depois que a Líbia, um de seus atuais 15 membros, apresentou o documento na segunda-feira, oficialmente.

"O que esperamos agora é que se produzam negociações e que seu conteúdo seja aceitável para todos, e se alguns expressam preocupações ou idéias razoáveis, serão levadas em conta", disse.

O projeto de resolução redigido pelos países da Liga Árabe condena "as políticas e medidas ilegais de Israel que tentem alterar a composição demográfica, o aspecto físico e o status" dos territórios ocupados.

Em particular, critica "a recente aceleração das atividades relacionadas com os assentamentos" e pede aos israelenses para interromper a apreensão de terras palestinas.

Mansour afirmou que o texto apresentado ao Conselho contém sugestões propostas por França, Reino Unido e Estados Unidos durante cerca de um mês de negociações realizadas desde que os países árabes expressaram a intenção de propor a condenação da expansão dos assentamentos.

Por sua parte, o embaixador dos EUA perante a ONU, Zalmay Khalilzad, considerou que ainda devem ser introduzidas maiores mudanças ao projeto de resolução para que possa contar com o apoio do país, que conta com poder de veto no Conselho de Segurança.

"Nosso critério é que, para que a resolução seja aceitável e possa ser adotada pelo Conselho, tem que ser equilibrado", destacou.

Ele assegurou que a minuta deveria reconhecer "os eventos positivos" que ocorreram na região e também mencionar "as violações e a falta de implementação" das partes que formam o processo de paz.

"Peço a nossos amigos árabes que tenham paciência, colaborem conosco e outros colegas para chegar a uma resolução", disse.

Khalilzad lembrou que a "polarização" que causa o conflito entre israelenses e palestinos no seio do Conselho entorpeceu durante anos o trabalho do órgão neste assunto.

A ANP considera que a contínua construção de assentamentos judaicos em Jerusalém e Cisjordânia é um dos maiores obstáculos ao processo de paz, reatado no ano passado. EFE jju/db

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