Países andinos e Espanha debaterão luta contra fraude piramidal

La Paz, 14 nov (EFE).- As superintendências de bancos e analistas de Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Espanha analisarão na próxima semana, em La Paz, o impacto das fraudes piramidais e ações para freá-las pelo dano que causam à estabilidade financeira.

EFE |

O superintendente de bancos da Bolívia, Marcelo Zabalaga, informou hoje em coletiva de imprensa que acordou com outras entidades da região andina analisar país por país como se apresenta esse delito e a regulação para sancioná-lo.

Pela Bolívia, além da superintendência de Bancos, participarão representantes da Polícia, da Promotoria e da Corte Suprema de Justiça, no seminário que será realizado entre 20 e 21 de novembro, na cidade de La Paz.

Zabalaga destacou que ficou surpreendido ao conhecer o recente "escândalo" ocorrido na Colômbia, onde instituições que trabalham com o sistema piramidal roubaram milhões de dólares de centenas de milhares de pessoas que confiaram neles suas economias.

O sistema de fraude piramidal capta dinheiro das pessoas com uma oferta de pagar taxas de juros extraordinárias, em troca de que os depositantes recrutem mais pessoas para engrossar o negócio.

Na Bolívia, nos últimos anos, foram registrados três casos, nas instituições Roghel, LV Pharma e Orión, que supostamente roubaram cerca de US$ 50 milhões de pelo menos 20 mil pessoas.

As autoridades bolivianas conseguiram pôr apenas um dos acusados em uma prisão e a outros dois mais punir com detenção domiciliária, mas até agora nenhum dos depositantes recuperou seu dinheiro.

Um dos conflitos legais que as autoridades bolivianas enfrentarão é que as fraudes piramidais não estão tipificadas expressamente como delito nas normas bancárias, por isso que a superintendência projeta uma regulamentação nova para corrigir esse vazio. EFE ja/rr

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