Bruxelas, 27 jan (EFE).- Os pais de Kim De Gelder, preso por três homicídios e 12 tentativas em uma creche de Dendermonde -e suspeito também do assassinato de uma idosa em Beveren-, na Bélgica solicitaram, há dois anos, a internação dele em um hospital psiquiátrico devido ao seu estranho comportamento.

De Gelder compareceu hoje a um tribunal de instrução, que prolongou sua detenção.

O advogado dele, Jaak Haentjes, declarou que ele não se lembra de ter atacado na creche "País das fábulas", contradizendo-se com o que ele mesmo dissera ontem, que seu cliente compreendia ter feito "algo desumano" e que dava "amostras de arrependimento".

Na sexta-feira, segundo diversas testemunhas, De Gelder entrou na creche e foi à área dos bebês, onde esfaqueou as crianças e adultos que encontrou, matando dois bebês e uma funcionária e ferindo gravemente outras 12 pessoas.

"Ele não lembra absolutamente nada dos fatos em Dendermonde", afirmou à agência Belga o advogado, destacando que "há indícios de que De Gelder sofre de alguma doença mental, embora isto só possa se confirmar com segurança depois do relatório psiquiátrico".

Segundo Haentjes, ele sofreu uma depressão grave quando tinha entre 15 e 16 anos, e aos 18 seus pais quiseram interná-lo em uma instituição psiquiátrica.

No entanto, após um tratamento, um psiquiatra considerou que isto não era necessário.

O advogado explicou que nessa época o jovem "ouvia vozes" e que, por enquanto, não disse se o mesmo ocorria no ataque à creche.

"Se ouvia vozes ou sentia forças às quais não podia resistir e atuou em um estado de psicoses, De Gelder terá que ser internado em psiquiatria", acrescentou Haantjes. EFE vl/jp

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