Pais desmentem que jovem que matou 15 na Alemanha esteve em tratamento

Berlim, 14 mar (EFE).- Os pais de Tim Kretschmer, o jovem de 17 anos que na quarta-feira passada assassinou 15 pessoas em Winnenden (Alemanha) e depois se suicidou, desmentiram que o filho tenha feito tratamento psiquiátrico, como disseram os investigadores do crime.

EFE |

O advogado da família, Achim Bächle, disse à publicação "Focus" que Tim nunca esteve sob tratamento nem foi internado em nenhuma clínica, ao contrário do que informou a Polícia após o massacre cometido na antiga escola do jovem em Winnenden, primeiro, e depois em sua fuga até Wendlingen.

Além disso, a família negou que em sua casa, na localidade de Leutenbach, vizinha a Winnenden, tivesse preparado o porão para fazer prática de tiro, como divulgaram alguns meios de comunicação.

A revista "Der Spiegel" informa em seu último número que o jovem tinha jogado games violentos em seu computador na noite antes do massacre e que há meses participava de fóruns na internet sobre massacres escolares.

A "Der Spiegel" afirma também que o pai admitiu à Polícia que tinha ido com o filho pelo menos três vezes ao clube de tiro para praticar com a pistola usada para cometer o crime, a última delas três semanas.

O pai do jovem, um empresário de Leutenbach, tinha em casa mais de 15 armas, todas elas legais e convenientemente guardadas em uma caixa-forte, cuja combinação, segundo os investigadores, era conhecida pelo rapaz.

A pistola utilizada no massacre estava, no entanto, no quarto dos pais.

As investigações sobre o crime que causou a morte de nove estudantes, três professoras, um jardineiro e mais duas pessoas, além do jovem, ficaram em xeque por causa das contradições sobre o chat na internet no qual o rapaz teria anunciado o massacre.

Tudo indica que a mensagem foi "construída" e colocada depois na sala de bate-papo onde foi achada, o que colocou o ministro do Interior de Baden-Württemberg, Heribert Rech, em uma situação delicada.

Rech informou sobre a mensagem e leu seu conteúdo em uma movimentada entrevista coletiva, um dia depois do massacre, onde foi informado que o rapaz tinha depressão há um ano e tinha estado em tratamento psiquiátrico.

Horas depois do anúncio, um porta-voz policial retificou as informações sobre o chat, que já tinham rodado o mundo, e disse que não havia sinal de que o autor da mensagem fosse o rapaz. EFE gc/an

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