Os pais de cinco vítimas fatais dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos pediram na segunda-feira à noite que a prisão de Guantánamo permaneça aberta, com o prosseguimento do julgamento militar em curso contra cinco acusados de cometer os ataques.

"Pedimos que este campo permaneça aberto e que o processo continue", disse Joe Holland, cujo filho foi uma dos 3.000 mortos nos ataques às torres gêmeas do World Trade Center de Nova York e ao Pentágono em Washington.

"Este é um bom processo. Estão recebendo um julgamento justo", disse Holland à imprensa, após uma nova audiência na base naval americana na ilha de Cuba, no julgamento de cinco acusados de planejar os atentados terroristas.

Washington mantém na base de Guantánamo uma prisão com os detentos da "guerra contra o terrorismo", iniciada depois do 11/9 de 2001.

O fechamento do local foi mencionado por Barack Obama, que tomará posse nesta terça-feira como novo presidente dos Estados Unidos.

"Guantánamo tem sido chamada de vergonha nacional. Vergonha é uma matança nos Estados Unidos", criticou outro pai, Donald Arias.

"Senhor Obama, cuidar de nós será seu trabalho", acrescentou.

Estes pais foram selecionados pelo Pentágono para assistir as audiências no tribunal militar de exceção, como representantes de todos os familiares das vítimas.

Mais de 800 adultos e adolescentes de mais de 40 nacionalidades passaram pela prisão.

Sete anos depois da abertura do local, em 11 de janeiro de 2002, a maioria dos 245 detentos atuais nunca foram acusados formalmente de nenhum crime.

Apenas 20 prisioneiros foram indiciados por crimes de guerra e somente três foram julgados.

lum/fp

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