Pais de soldado israelense capturado acampam diante da casa de Olmert

Jerusalém, 8 mar (EFE).- Os pais de Gilad Shalit, o soldado israelense capturado em junho de 2006 por três milícias palestinas, acamparam hoje em frente a residência do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, para forçar o Governo a concordar a libertação do filho.

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"Permaneceremos na tenda até que acabe o mandato de Olmert, ou até que Gilad volte", disse Noam Shalit, pai do soldado franco-israelense, à rádio militar israelense.

Noam Shalit não acha "razoável" que o "Estado de Israel, com todos os meios a seu alcance" não tenha conseguido "em quase mil dias (...) trazer outra vez de Gaza um soldado cativo".

O Hamas exige a libertação de centenas de presos palestinos em troca do soldado.

O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, foi um dos três grupos que capturou Shalit em uma base militar israelense, após cavar um túnel subterrâneo a partir de Gaza, o que desencadeou uma operação de represália na qual morreram mais de 250 palestinos.

Há algumas semanas, o acordo entre Hamas e Israel, com mediação egípcia, parecia iminente e dependia apenas de alguns nomes de palestinos envolvidos na morte de israelenses.

"Após a guerra em Gaza (de dezembro e janeiro passados), muitos ministros de peso disseram que a campanha e suas conquistas tinham nos aproximado da libertação de Shalit, mas, infelizmente, não foi assim", lembrou hoje Noam. EFE ap/an

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