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Pais de Madeleine dizem que vivem em um purgatório

(Embargada até as 20h01 de Brasília) Londres, 29 abr (EFE).- Gerry McCann, pai da menina britânica Madeleine, que desapareceu há um ano no sul de Portugal, afirmou que tanto ele quanto a esposa se sentem vivendo em um purgatório, por não saberem onde está a filha.

EFE |

Em um documentário emitido pela rede de televisão "ITV1", Kate McCann - mãe de Madeleine - acusa a Polícia portuguesa de ter dado detalhes da investigação, em uma tentativa de manchar seu nome.

Sobre seu tratamento de suspeitos pela Polícia de Portugal, o casal diz que se sentiu em alguns momentos como "em um filme de terror".

Kate insinua inclusive que a Polícia tentou oferecer outro tratamento se admitisse que matou acidentalmente a filha e fingido depois um seqüestro, e disse que nunca aceitaria isso.

A mãe confessa que odiou a si mesma por não haver prestado mais atenção ao que Madeleine disse na manhã antes de seu desaparecimento, no sentido de que a criança havia chorado de noite diante da ausência de seus pais.

Além disso, expressa sua crença de que a menina continua viva, mas em outro momento confessa não descartar que continue "vivendo assim por mais 40 anos".

Os McCann admitem na entrevista que tiveram que sair de Portugal dois dias após serem declarados suspeitos, porque não se sentiam mais seguros no país.

Kate McCann conta que, após ser declarada suspeita, sentiu uma forte necessidade de proteger os outros dois filhos, os gêmeos Sean e Amélie, "como uma leoa protege seus filhotes".

O casal diz ter recebido algumas cartas cheias de ódio. Gerry McCann lê um cartão do Natal que os chamava de "bastardos" e afirmava que sua filha tinha morrido por causa de sua "arrogância de bêbados". EFE jr/an

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