Pais de Madeleine deixaram Portugal por medo de serem detidos

Lisboa, 5 set (EFE).- Os pais da menina britânica Madeleine, desaparecida em Portugal, declararam que tiveram medo de serem detidos e por isso decidiram retornar para casa durante as investigações do caso, segundo antecipa a revista portuguesa Expresso.

EFE |

Na primeira entrevista depois do arquivamento do caso, o pai de Madeleine, Gerry McCann, comenta que "não há nada no processo" que prove a tese de que a menina "está morta" e defende o prosseguimento da investigação.

No entanto, a mídia lusa informou recentemente que o casal rejeitou fazer a reconstituição dos fatos com medo de serem acusados de negligência por terem deixado a menina sozinha no quarto do hotel onde desapareceu.

A mãe da menina considerou, segundo a entrevista, que as autoridades "não podiam fazer nada" para evitar a partida, que aconteceu em 9 de setembro de 2007.

Naquele momento, vários analistas comentaram que a partida contribuía para jogar a investigação sobre o desaparecimento da menina em um mar de ambigüidades.

Kate e Gerry McCann, que a Polícia portuguesa considerava naquela época relacionados com a morte acidental e a ocultação do cadáver de sua filha, negaram as acusações e asseguraram ter abandonado Portugal com o consentimento das autoridades.

Mas fontes oficiais lusas e a imprensa local asseguraram que não tinham completado estritamente as formalidades da saída, embora as autoridades não tenham tentado impedi-los. EFE mrl/rr

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