Pais de Madeleine acusarão ex-policial de violar segredo de Justiça

Lisboa, 14 jan (EFE).- Os pais de Madeleine McCann, a menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007, acusarão o ex-inspetor de Polícia português Gonçalo Amaral de violar o segredo de Justiça ao reproduzir em um livro detalhes da investigação antes de a mesma ser concluída.

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A advogada do casal McCann, Isabel Duarte, fez hoje o anúncio durante a terceira sessão do processo que seus clientes abriram contra Amaral para proibir definitivamente a venda do livro "Maddie, a Verdade da Mentira" (2008).

No livro, o ex-policial envolve os pais de Madeleine em seu desaparecimento.

Para a advogada, Amaral acabou o livro - já retirado de circulação cautelarmente por um tribunal luso - dias antes de o Ministério Fiscal arquivar o caso, em 29 de julho de 2008.

"Ele divulgou fatos e não estava autorizado a isso", concluiu a advogada na reta final do processo, cujas alegações finais estão previstas para fevereiro próximo.

O Palácio de Justiça de Lisboa recebeu durante três dias várias testemunhas de defesa e contou com a presença de Kate e Gerry McCann, que insistiram em seguir buscando a menina.

"Não há absolutamente nenhuma prova de que Maddie esteja morta", declarou aos jornalistas Gerry na quarta-feira, depois dos testemunhos de três membros da Polícia Judiciária de Portugal que aprovaram tais suspeitas.

Gerry ressaltou que "o mais importante" é que o promotor entendeu que não existem provas sobre a morte da menina e lembrou a impossibilidade de demonstrar o envolvimento dele e sua mulher, como relata o livro de Amaral.

O litígio entre os McCann e Gonçalo Amaral também envolve o vídeo com o título homônimo do livro e que se baseia em um documentário transmitido pelo canal português "TVI", onde é divulgada a tese do ex-inspetor.

Além disso, os pais da menina esperam as datas para outro julgamento contra Gonçalo Amaral devido a declarações que consideram difamatórias e pelas quais pedem 1,2 milhão de euros de indenização.

EFE atc/rr

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