Pais continuam em busca de culpados dois meses após terremoto na China

Pequim, 12 jul (EFE).- Dois meses depois de um terremoto de 8,0 graus devastar a província de Sichuan (sudoeste), alguns pais das crianças mortas no desmoronamento de várias escolas disseram que viajarão a Pequim para reivindicar uma investigação, depois que seus pedidos foram ignorados pelas autoridades locais.

EFE |

No dia 12 de maio, um tremor de 8,0 graus na escala Richter com epicentro em Wenchuan (Sichuan) sacudiu a China com um saldo de 69.197 mortos, 18.341 desaparecidos e 374.176 feridos, segundo os últimos dados atualizados pelo Conselho de Estado.

Mais de 46 milhões de pessoas foram afetadas e 20 milhões tiveram de ser deslocadas, e parte delas continua vivendo em acampamentos improvisados.

Os cinco milhões de pessoas que ficaram sem lar sabem que essa situação não mudará em breve, e o Governo disse que a reconstrução pode demorar até dez anos, embora tenha prometido que dará prioridade aos hospitais e escolas.

Esta promessa não serviu, no entanto, para acalmar a ira dos pais das mais de mil crianças que perderam a vida na escola de ensino médio da localidade de Beichuan, que anunciaram sua decisão de pedir aos líderes nacionais uma investigação, depois que o Governo local não quis ouvir sua solicitação.

Segundo o diário "South China Morning Post", os pais apresentarão sua reivindicação depois dos Jogos Olímpicos de Pequim, que terminarão no dia 24 de agosto.

"Se tentarmos algo agora, não terão tempo de nos ouvir porque todos estão concentrados nos Jogos", declarou o pai de um adolescente de 14 anos que morreu no desmoronamento da escola.

Mais de sete mil escolas desmoronaram em poucos segundos durante o terremoto, devido, segundo denunciaram os desabrigados, ao relaxamento das normas de construção por causa da corrupção local, sem que até o momento tenha sido divulgado qualquer resultado da investigação oficial que o Governo prometeu. EFE cg/mh

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