Pai de vítima de ataques de Bali pede à Indonésia que não execute assassinos

Jacarta, 18 jul (EFE).- O pai de um australiano que morreu nos atentados de Bali, em 2002, pediu hoje ao Governo da Indonésia que não execute, como está previsto, os três terroristas condenados pelos ataques, pois suas mortes não trarão nada de bom, somente dor.

EFE |

Brian Deegan, pai de Joshua Deegan, escreveu uma carta aberta ao Governo indonésio na qual propôs comutar as sentenças por penas de prisão perpétua, e assegurou que matar os responsáveis pela morte de seu filho "não curará a dor".

"Nada me devolverá meu filho, nem a mim, nem à sua mãe, nem à sua família e seus amigos", indicou na carta, na qual destacou, porém, que também não suplicará pelas vidas dos condenados.

Deegan escreveu às autoridades de Jacarta que considera mais apropriado para os islamitas Imam Samudra, Ali Amrozy e Ali Ghufron "um castigo que sirva de recordação constante para os demais", e "que não destrua as vidas de suas famílias".

O pedido foi tornado público um dia depois que a Corte Suprema da Indonésia rejeitou o recurso final dos três condenados pelos atentados de Bali, que mataram 202 pessoas, uma decisão que abre caminho para sua iminente execução.

Agora, a única coisa que pode salvar aos três membros da organização radical islamita Jemaah Islamiyah é a clemência do presidente Susilo Bambang Yudhoyono.

No entanto, os terroristas descartaram esta opção em várias ocasiões, alegando que "desejam morrer como mártires".

As autoridades indonésias não têm o costume de anunciar por antecipado as execuções, que as leva a cabo um pelotão de fuzilamento.

Imam Samudra, Ali Amrozy e Ali Ghufron foram sentenciados à pena capital em 2003, após admitirem participação no planejamento e na execução dos ataques de Bali.

O Jemaah Islamiyah nasceu em 1995, com o objetivo de estabelecer um Estado islâmico em Indonésia, Malásia, Tailândia e no sul das Filipinas, e é acusado de alguns dos ataques mais sangrentos dos últimos anos na região.

Considerado o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, o grupo radical não consegue perpetrar um atentado na Indonésia desde 2005, quando 20 pessoas perderam a vida em uma série de explosões, também em Bali. EFE jpm/gs

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