Pai de Terri Schiavo diz que debate sobre eutanásia não terminou

Roma, 11 fev (EFE).- O pai de Terri Schiavo, a americana que morreu em março de 2005 depois que a Justiça dos Estados Unidos autorizou o desligamento da sonda que a mantinha viva, afirma que o debate sobre a eutanásia não termina com as mortes de sua filha e da italiana Eluana Englaro.

EFE |

"Uma coisa que sabemos é que o assunto não morre com Terri ou Eluana, porque há dezenas de milhares de pessoas que vivem com o mesmo tipo de doença", diz Robert Schindler em carta a Giuseppe Englaro, pai de Eluana, publicada pelo jornal digital "Ilsussidiario.net" e sobre a qual informa hoje a imprensa italiana.

O caso de Eluana, em coma vegetativo desde 1992 e que morreu na segunda-feira após a suspensão da alimentação e hidratação artificial, com a autorização do Supremo italiano, foi rapidamente comparado com o de Schiavo, devido às circunstâncias e à relevância política que chegou a ter.

A família de Terri protagonizou uma disputa judicial para tentar prolongar a vida dela, a que o marido era contra, o que levou à intervenção do então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que coincidiu com grupos cristãos e conservadores que a adotaram como uma batalha contra a eutanásia.

"Rezamos para que o pai de Eluana e todos que participaram de sua morte possam um dia voltar a dar valor à vida e entender que todas as pessoas foram criadas com igualdade de dignidade e respeito", diz Schindler.

"Não importa que doença possam ter, o que dá qualidade e valor à vida é o amor, amar e ser amado. O amor é o árbitro final da vida e a eutanásia é o abandono do amor. Onde há amor, há esperança", acrescenta.

O pai da americana diz que a família "não passa um dia sem pensar em nossa amada Terri, e ainda sofremos por uma perda tão grande".

EFE mcs/an

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