Jerusalém, 22 mar (EFE).- Noam Shalit, pai do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por forças militares da Faixa de Gaza, pediu hoje ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para aplicar as recomendações do Relatório Goldstone para garantir a libertação de seu filho.

O pai do soldado israelense interveio em um debate na sede do Conselho em Genebra, onde exigiu à ONU que faça tudo o que estiver ao seu alcance para permitir que a Cruz Vermelha possa visitar o seu filho, capturado por três forças palestinas, entre elas o braço armado do Hamas, em junho de 2006.

"Peço a todos vocês que apóiem o Relatório Goldstone, que demonstrem sua sinceridade", disse Shalit segundo o site do jornal "Ha'aretz".

O pai do militar israelense foi o primeiro a falar perante o Conselho de Direitos Humanos, seguido por representantes de vários Estados-membros da ONU, inclusive de países árabes.

Nick Kaufman, o advogado que representa a família Shalit, afirmou que a comunidade internacional não pode exigir uma plena execução do Relatório Goldstone - que acusa Israel de cometer crimes de guerra durante a operação militar "Chumbo Fundido" em Gaza -, enquanto ignora o chamado explícito registrado no documento para a libertação do soldado.

O juiz sul-africano Richard Goldstone elaborou o relatório, que investigou as ações de Israel e do Hamas durante o ataque à Faixa de Gaza realizado no fim de dezembro de 2008. A ação durou três semanas e resultou na morte de 1,4 mil palestinos e 13 soldados israelenses, além de inúmeros danos no território palestino.

Os pais do soldado israelense se reuniram ontem em Jerusalém com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Eles pediram ao secretário que use sua influência para fazer com que a libertação de Gilad se concretize.

Após o encontro, Noam Shalit disse que Ban "expressou simpatia, apoio e completo entendimento de nossa situação e o pesadelo que estamos sofrendo". EFE db/pb-sa

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