Pai de rainha da Suécia era do partido nazista do Brasil, diz TV

Programa de rede sueca obteve documentos sobre Walther Sommerlath como fabricante de armamentos nazistas na Segunda Guerra

iG São Paulo |

A Família Real sueca foi abalada por um escândalo que traz à luz o passado nazista do pai da rainha. A revelação é feita semanas depois de a reputação da família real ter sido abalada por revelações sobre a vida privada e casos extraconjugais do rei.

Segundo a edição de quinta-feira do jornal britânico Independent, revelações dizem respeito a Walther Sommerlath, pai da rainha Silvia da Suécia, que teria tido ligação com os nazistas. Seu passado foi desmascarado por um documentário de TV, que mostrou o falecido pai da rainha como um membro do antigo partido nazista que enriqueceu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) com uma fábrica de armamentos, tomada de donos judeus.

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O rei Carl Gustav e a rainha Silvia, na entrada do Parlamento em Estocolmo (foto de arquivo)
O programa de TV sueco Kalla Fakta (Fatos Frios) contradiz a rainha de 67 anos, que no início do ano disse que seu pai não foi “politicamente ativo” e que a fábrica que ele comandava produzia trens de brinquedos, secadores de cabelo e partes de máscaras de gás utilizadas por civis. Ele também negou que seu pai havia tomado o controle da fábrica de donos judeus.

Documentos obtidos pelo Kalla Fakta em Berlim e na América do Sul mostram mostram que Sommerlath integrava o partido nazista no Brasil em 1934, apenas um ano depois de Hitler tomar o poder. Eles mostram também que o pai da rainha retornou à Alemanha em 1939, pouco depois do início da Segunda Guerra, e apropriou-se de uma indústria que foi reapropriada pelos nazistas. Sob a gestão de Sommerlath, a fábrica começou a produzir peças de tanques de guerra, armamentos antiaéreos e outros itens que foram vitais para os nazistas durante a Segunda Guerra.

Conforme lembrou o Independent, quando Silvia casou-se com o rei Carl Gustav em 1976, Sommerlath negou ter sido membro do partido nazista. A imprensa sueca, no entanto, revelou o fato em 2003, mas a rainha se negou a fazer qualquer pronunciamento sobre as informações divulgadas. Silvia, que nasceu na Alemanha e cresceu em São Paulo, teceu comentários sobre o assunto em julho deste ano. Segundo ela, apesar de ter sido afiliado ao partido nazista, seu pai não foi nem politicamente ativo nem soldado do lado das forças do Eixo.

Em uma entrevista ao jornal sueco Expressen, seu irmão Ralf disse que a rainha estava “terrivelmente chateada” com o documentário, classificado por ele como “mentiroso e falso”.

Em comunicado, o palácio real disse que “a rainha não tem motivos para comentar o conteúdo do programa”. O texto acrescenta ainda que a rainha soube da participação de seu pai no partido nazista quando já era adulta, mas nunca teve oportunidade de discutir isso com ele.

Outros escândalos

Em novembro, a família real se viu em meio a outra turbulência, desta vez sobre sobre casos extraconjugais do rei Carl Gustav. Segundo o livro Deem Motvillige Monarken (O Monarca Reticente, em tradução livre), uma das amantes do rei foi a cantora Camilla Henemark, ex-vocalista de uma banda de pop sueco da década de 80.

Camilla, de 46 anos, confirmou ter tido um caso com o rei, depois que o livro dedicou a ela um capítulo inteiro. A cantora disse ao jornal que "era a companheira de brincadeiras do rei". Soma-se às declarações da ex-cantora, ameaças do proprietário de uma boate em Estocolmo, que diz ter supostos vídeos do monarca em orgias.

Além dos escândalos sobre traição envolvendo a família, no início do ano a rainha Silvia desmentiu o boato de que sofre de Alzheimer, enquanto o príncipe Carl Phillip acabou o namoro de dez anos e passou a sair com uma modelo estrela de um reality show que posou nua. Nem a filha mais nova do casal foi poupada. Neste ano também, a princesa Magdalena terminou o noivado com Jonas Bergström, depois de a imprensa revelar a infidelidade do rapaz.

*Com EFE

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