Em carta à mãe das meninas de 6 anos, Matthias Schepp disse ter assassinado filhas antes do plano de cometer suicídio

Matthias Schepp, pai das gêmeas suíças de 6 anos desaparecidas desde o mês passado, confessou tê-las matado, antes do plano de se suicidar, em uma carta datada em 3 de fevereiro e enviada à mãe das meninas de Bari, sul da Itália.

"Um envelope, com data de quinta-feira, 3 de fevereiro, continha uma carta na qual o pai declara ter matado as duas filhas e revelando que está em Cerignola, onde pretendia se matar. Ele afirma na carta que as meninas não sofreram e descansam em paz", indicou Sauterel.

De acordo com a polícia suíça, que descreveu Schepp como uma "pessoa desesperada", o pai das gêmeas se matou na noite de 3 de fevereiro, atirando-se na linha do trem na estação de Cerignola. "Os investigadores da polícia suíça foram informados na terça-feira, 8 de fevereiro, que o pai das gêmeas enviou oito cartas de Bari à sua mulher, segundo os correios", declarou o porta-voz da polícia do cantão de Vaud, Jean-Christophe Sauterel. Sete das cartas despachadas por ele também continham dinheiro, num total de 4,4 mil euros.

As operações de busca das crianças já duram 12 dias. Sauterel acredita que as crianças estejam na Córsega, um dos últimos locais visitados por Schepp antes de morrer. As buscas concentram-se na região noroeste da ilha francesa, onde o pai das meninas ficou hospedado.

As polícias da Suíça, França e Itália estão mobilizadas na busca pelas irmãs de 6 anos, cujo desaparecimento foi denunciado depois que Matthias Schepp não retornou para a Suíça com as filhas em 30 de janeiro.

Separação

O suicídio seria uma reação ao pedido de separação da mulher, Irina Lucidi, e à disputa pela guarda das filhas do casal. Na quinta-feira, os investigadores revelaram que, após examinar o computador de Schepp, descobriram que ele havia consultado diversos sites sobre suicídio, envenenamento e armas de fogo. Nenhuma arma foi encontrada em sua casa. "Estamos lidando com uma pessoa extremamente meticulosa que planejou um número de coisas, incluindo sua viagem à Córsega", disse Sauterel.

A família de Irina Lucidi diz que Shcepp, de 43 anos, sofria de esquizofrenia.

O jornal suíço 24 Heures informou que ele estava recebendo tratamento psiquiátrico, mas não havia sinais de que representasse uma ameaça às filhas - ao contrário, era descrito como um pai amoroso e dedicado.

*Com AFP

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