Pai de Eluana Englaro pede silêncio nos últimos dias da filha

Roma, 4 fev (EFE).- O pai de Eluana Englaro, a italiana de 38 anos em estado vegetativo desde 1992 que espera em um clínica que seja retirada a alimentação e a hidratação assistida que a mantém com vida, pediu silêncio e respeito nos últimos dias da filha.

EFE |

Em declarações publicadas hoje pelo jornal "La Repubblica", Giuseppe Englaro pediu que "se coloque uma cortina" ao redor da cama da filha.

Giuseppe Englaro disse que não voltará a fazer declarações até que "termine tudo".

A família Englaro pediu ontem, através de seu advogado, Vittorio Angiolini, que "o episódio final desta tragédia seja concluído com silêncio" e anunciou que não serão emitidos comunicados sobre o estado de Eluana.

O silêncio e a discrição cercaram a primeira noite de Eluana na clínica Quiete, em Udine, no noroeste da Itália, onde, nos próximos dias, uma equipe de voluntários retirará progressivamente a alimentação e a hidratação da italiana.

Os médicos, enfermeiros e responsáveis da clínica mantêm um silêncio total sobre o caso, respeitando o pedido da família, e policiais vigiam tanto o lado de fora do centro médico quanto a porta do quarto de Eluana, para garantir a privacidade.

Durante a noite, um grupo de membros do Partido Radical e da associação Luca Coscioni fez uma manifestação diante da clínica Quiete, para pedir ao Governo que aprove uma lei sobre o testamento vital.

Nestes dias, o centro médico de Udine deve se transformar no cenário da profunda divisão do país sobre o caso de Eluana, com contínuas manifestações de grupos a favor ou contra o "direito de morrer". EFE ccg/an

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