Pai de Eluana afirma que não falará mais sobre caso da filha

Roma, 10 fev (EFE).- Beppino Englaro, o pai de Eluana, a italiana em coma vegetativo há 17 anos e que morreu na segunda-feira depois de ter tido a alimentação e hidratação artificial suspensas por desejo da família, afirmou hoje que agora só quer ficar em silêncio.

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"Agora que Eluana descansa em paz, eu posso ficar em silêncio", disse Englaro ao telejornal regional de Friuli Venezia Giulia, da emissora pública "RAI".

Eluana Englaro, de 38 anos, morreu na segunda-feira às 19h35 (16h35 de Brasília), na clínica La Quiete de Udine, na região de Friuli Venezia Giulia, após quatro dias sem alimentação artificial.

"Não falarei mais. Falei por todos estes anos por Eluana, que era o principal pensamento que tínhamos a cada dia, eu e minha mulher", acrescentou.

O pai de Eluana expressou irritação com algumas declarações ouvidas nos últimos dias, e afirmou que não perdoará os "faltaram com o respeito" a ela e à sua família.

Ele se despediu hoje da filha no necrotério do hospital de Santa Maria da Misericórdia da cidade de Udine. A família decidiu que os restos mortais de Eluana seriam enterrados junto aos do avô em Paluzza, sem funeral religioso e apenas com uma bênção.

A tutora legal de Eluana, Franca Alessio, explicou hoje que a data do enterro ainda não foi decidida, já que falta realizar a autópsia, mas acrescentou que será uma cerimônia "simples" e à qual só assistirão os parentes e amigos mais íntimos.

Alessio acrescentou que a vontade da família é cremar Eluana e enterrar as cinzas no cemitério de Paluzza. EFE ccg/db

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