Pai de bomba atômica do Paquistão espera que novo Governo o libere

Islamabad, 2 abr (EFE).- O pai do programa atômico paquistanês, Abdul Kader Khan, afirmou hoje que está preso de forma ilegal e mostrou-se confiante de que o novo Governo do país irá libertá-lo em breve.

EFE |

Khan, que está sob prisão domiciliar há quatro anos após ter admitido o vazamento de informação tecnológica nuclear a outros países, deu tais declarações em entrevista concedida ao jornal de língua urdu "Nawa-i-Waqt", e divulgada pela rede de televisão privada "Dawn".

"Minha saúde está se deteriorando" disse o cientista de 72 anos, acrescentando que as autoridades não demonstraram até o momento intenção de melhorar as condições nas quais está retido.

Khan também disse que tem esperanças de que o novo Executivo do país vai suspender as restrições de mobilidade às quais está submetido.

Além disso, o cientista assegurou que a causa principal de seu mal estado de saúde é o confinamento solitário que enfrenta.

No último mês, o pai da bomba atômica paquistanesa, que diz sofrer de um forte problema de pressão arterial, foi hospitalizado e se submeteu a vários exames médicos.

Khan negou ter sido detido por questões de segurança e afirmou que, se não for libertado, "será por uma desculpa pouco convincente do Governo".

Em fevereiro de 2004, o cientista confessou ter revelado ao Irã, à Líbia e à Coréia do Norte segredos nucleares sem autorização de seu Governo, motivo pelo qual pediu perdão e clemência ao país via televisão.

Um mês depois, o presidente paquistanês Pervez Musharraf assinou um documento no qual o perdoava, mas desde então Khan continuou sob prisão domiciliar, situação que o Governo descreveu na época como "custódia protetora". EFE igb/bba/fb

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