Padres deixarão de dar a hóstia na boca nos EUA por medo de gripe A

MIAMI - A Arquidiocese de Miami aconselhou os sacerdotes das paróquias do sul da Flórida a depositarem a hóstia da comunhão nas mãos dos fiéis e não na boca, como medida profilática para evitar um possível contágio pela gripe suína, oficialmente conhecida como A (H1N1).

EFE |

Outra mudança que afetará a celebração das missas é a solicitação da Arquidiocese para que os sacerdotes não distribuam o vinho durante o ofício religioso.

Segundo a circular da Arquidiocese, as medidas têm como objetivo dificultar a propagação do vírus da gripe e ajudar os residentes do sul do estado da Flórida a evitar um possível contágio.

De acordo com os últimos dados do Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, em inglês), há no país 141 pessoas com gripe A (H1N1), em 19 estados do país.

Apenas na Flórida, pelo menos 20 casos suspeitos de gripe foram detectados no estado, todos eles localizados no condado de Miami-Dade, embora as autoridades de saúde ainda não tenham confirmado nenhum deles.

Quanto ao momento de saudação entre os fiéis, o arcebispo John Favalora defendeu que estes apenas digam "a paz de Cristo", sem apertar as mãos.

No entanto, o arcebispo deixou claro no comunicado que se trata de uma "opção individual". Uma das recomendações sugeridas pela Conferência Nacional de Bispos Católicos dos EUA é a de intensificar as medidas de higiene durante a liturgia.

Assim, os membros do clero que participam da celebração da comunhão deverão "praticar uma boa higiene, lavando as mãos antes da missa ou inclusive usando líquido bactericida antes de distribuir a hóstia", explica a Conferência em comunicado.

Além disso, a entidade pede aos sacerdotes para que "indiquem aos fiéis que se sintam doentes a conveniência de não receber" a comunhão.

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