Padre pega 18 anos de prisão por duplo homicídio

Rio de Janeiro, 17 abr (EFE).- O padre Adelino Gonçalves, foi condenado hoje a 18 anos e 9 meses de prisão por um duplo homicídio em 2001, quando era prefeito de Mariluz, no Paraná, e mandou matar seu vice, Aires Domingo, e o líder municipal do Partido Popular Socialista (PPS) Carlos Alberto de Carvalho, de acordo com o júri.

EFE |

O julgamento, em Cruzeiro do Oeste (PR), começou ontem e terminou no meio da madrugada de hoje.

O advogado de defesa, Miguel Nicolau Júnior, disse que apresentaria hoje mesmo um recurso para tentar anular a condenação e que solicitará habeas corpus para que o sacerdote possa responder em liberdade até a decisão em segunda instância do Tribunal de Justiça do Paraná.

Após a decisão do júri, a juíza Josiane Pavelski Borges Fonseca ordenou a imediata detenção do padre, que saiu algemado do tribunal direto para a prisão municipal de Cruzeiro do Oeste.

Logo após o crime, ele foi cassado do cargo, após a acusação de matar as duas vítimas, que eram seus principais rivais na cidade, inclusive o vice-prefeito.

Entre os outros três réus no processo, um já havia sido condenado a dez anos de prisão, outro absolvido e o terceiro não chegou a ser julgado porque morreu de um infarto em 2003, quando aguardava o julgamento e após confessar que foi o autor dos disparos.

O pistoleiro, o ex-sargento da Polícia José Lucas Gomes, foi preso uma semana após o duplo homicídio e admitiu sua culpa, mas disse ter sido contratado por Gonçalves para cometer o crime.

Segundo Gomes, o então prefeito lhe deu um automóvel e prometeu entregá-lo mais R$ 20 mil. EFE cm/jp

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