Pacote econômico de Obama passa pelo Congresso

O Senado dos Estados Unidos aprovou no final da noite desta sexta-feira (horário local) o pacote de US$ 787 bilhões de estímulo à economia proposto pelo presidente Barack Obama. O plano agora deve ser enviado à Casa Branca para ser sancionado pelo presidente.

BBC Brasil |

A aprovação do pacote no Senado aconteceu poucas horas depois de o plano também ter passado pela Câmara dos Representantes, sem nenhum apoio de deputados do Partido Republicano.

No Senado, o plano de recuperação econômica foi aprovado por 60 votos a 38, com o apoio de apenas três senadores republicanos.

Mesmo com a pouca adesão dos oposicionistas, os três votos foram o suficiente para evitar que os republicanos usassem a tática de obstruir a votação, o que poderia adiar ainda mais sua aprovação.

Os membros das duas casas haviam chegado a um acordo sobre o teor da legislação na última quarta-feira, após o Senado ter aprovado um plano que tinha diferenças com o que havia passado pela Câmara dias antes.

O presidente Barack Obama, que deve assinar a legislação em uma cerimônia na próxima segunda-feira, afirmou que o pacote - que inclui cortes de impostos, gastos governamentais e projetos em educação, saúde e tecnologia - pode criar ou manter cerca de 3,5 milhões de empregos.

"Nós temos uma oportunidade única de transformar a adversidade em oportunidade e usar a crise para transformar nossa economia para o século 21. Estes são os objetivos principais do pacote que enviei ao Congresso", afirmou o presidente antes que a legislação fosse aprovada.

Os parlamentares republicanos das duas casas, no entanto, alegam que o plano de Obama traz cortes insuficientes de impostos e pode jogar a economia do país em dívidas.

Todos os 176 republicanos da Câmara dos Representantes votaram contra o projeto, assim como sete deputados democratas.

Antes que o projeto fosse aprovado pela Câmara nesta sexta-feira, o deputado republicano Mike Pence afirmou que "a única coisa que o pacote de estímulo democrata fará é estimular uma maior presença do governo e mais dívidas".

Já o deputado democrata Steny Hoyer afirmou que "milhões de pessoas que perderam o emprego e que não conseguem comprar comida para suas famílias serão auxiliadas pela legislação".

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