Pacote comercial chega a US$ 250 bi, diz fonte do G20

LONDRES (Reuters) - Os líderes mundiais estão próximos de definir um pacote de 250 bilhões de dólares para estimular o comércio global, disse à Reuters na quinta-feira uma fonte na cúpula do G20 em Londres. Mas analistas dizem que os países devem agir rapidamente para contribuir com o desbloqueio do comércio internacional, que sofre o impacto da atual crise global por causa da queda na confiança do consumidor e das restrições ao crédito.

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"Os líderes estão próximos de um acordo que irá garantir a disponibilidade de pelo menos 250 bilhões de dólares nos próximos dois anos para apoiar o financiamento comercial por meio de créditos de exportação, agências de investimentos e bancos multilaterais de desenvolvimento", disse a fonte, que pediu anonimato.

Autoridades dizem que a soma se refere a garantias que provavelmente seriam emitidas sob esquemas comerciais para importadores e exportadores, e não ao custo efetivo para os governos nesses esquemas.

Participantes da cúpula dizem que os 250 bilhões de dólares devem incluir uma promessa prévia do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, de criar um programa de financiamento ao comércio no valor de 50 bilhões de dólares.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, havia anunciado antes da cúpula um acordo de financiamento ao comércio no valor de 100 bilhões de dólares. O comissário de Comércio da União Europeia afirmou na quarta-feira que a quantia necessária na verdade atinge cerca de 300 bilhões de dólares.

Analistas afirmam que uma eventual reação do comércio depende da rapidez com que o dinheiro será disponibilizado.

"A chave agora é a implementação. Os governos do G20 devem agir rapidamente para fornecer esse financiamento às companhias que precisam dele urgentemente", afirmou Eoin O'Malley, consultor de comércio internacional da entidade empresarial europeia BusinessEurope.

"A medida também precisa ser parte de um pacote mais amplo para evitar o protecionismo e concluir a Rodada Doha, que irá estimular o crescimento comercial. O ponto chave agora é avançar com Doha", afirmou ele, referindo-se ao processo de abertura comercial global lançado há quase sete anos pela Organização Mundial do Comércio.

(Reportagem de Sumeet Desai, Lesley Wroughton, em Londres, e Darren Ennis em Bruxelas)

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