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Pacino e De Niro falam sobre entrosamento no set de As Duas Faces da Lei

Madri, 13 set (EFE) - Robert De Niro e Al Pacino são dois dos melhores atores de sua geração e também são amigos há décadas, o que facilitou o entrosamento no set de As Duas Faces da Lei, o filme que apresentaram hoje em Madri e que permite que ambos demonstrem que, interpretar, para eles, é sempre um desafio. Cada um deles protagonizou filmes inesquecíveis e ambos podem ser considerados mitos. Portanto, é lógico que cada vez que se unam em um projeto, a expectativa seja imensa.

EFE |

Por isso o interesse gerado por "As Duas Faces da Lei", de John Avnet, a terceira vez que os dois astros atuam juntos e a primeira que dividem a cena durante quase todo o longa-metragem.

Antes, tinham atuado juntos na obra-prima "O Poderoso Chefão 2" (1974), mas sem compartilhar cenas, e voltaram a se encontrar em "Fogo contra fogo" há 13 anos, na qual De Niro fazia o bandido e Pacino encarnava o policial, que mal apareciam ao mesmo tempo nas telas.

De Niro e Al Pacino compareceram na apresentação de "As Duas Faces da Lei" em Madri bastante relaxados - o segundo mais expressivo e brincalhão que o primeiro, até o ponto que, às vezes, pedia desculpas por "falar tanto".

Ambos dividiram cena com Marlon Brando, mas Al Pacino confessou que gostou mais de "trabalhar com Bob (como ele chama De Niro) que com Brando", porque De Niro tem "uma idade mais próxima" da sua e, sobretudo, porque dá "menos medo".

"Bob me assusta menos, mas gostei muito de trabalhar com Brando, como tenho certeza de que isso também aconteceu com Bob. Os dois quisemos isso e ele é o ator mais fantástico que nasceu em nosso país (Estados Unidos). Marlon é nosso favorito", afirmou Al Pacino.

Em "As Duas Faces da Lei", um suspense que não foi bem recebido pela crítica, De Niro e Pacino interpretam dois veteranos detetives do Departamento de Polícia de Nova York.

Os dois se encontram na fase final de suas carreiras e precisam enfrentar um assassino em série cujas vítimas são criminosos que conseguiram escapar da Justiça e que costuma deixar versos junto aos corpos.

"O desafio foi fazer o filme em 36 dias. Era pouco tempo", afirmou Al Pacino, para quem "sempre é um desafio interpretar, mas, às vezes, os papéis mais simples são os mais difíceis de fazer".

De Niro e Al Pacino, ambos com mais de 60 anos, reconhecem que, "quando você vai envelhecendo, vai ficando mais difícil" atuar, disse o primeiro.

"Quando eu comecei, me ofereciam papéis de pai, e agora estou esperando que me dêem os de avô. Funciona assim, mas o importante é fazer o melhor que se possa", acrescentava De Niro, que não quis falar sobre os problemas que teve recentemente no filme que rodava com Mel Gibson.

Ambos afirmam que gostam muito "de dirigir" longas. De Niro pretende fazer a segunda parte de "O Bom Pastor" e Pacino não perde a esperança de representar Salvador Dalí, um projeto que analisa há anos, mas que precisa de "um roteiro forte".

O filme estréia no Brasil no dia 19 de setembro. EFE amb/db

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