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Pacientes recebem olho biônico na Grã-Bretanha

Cirurgiões britânicos implantaram olhos biônicos em dois homens cegos para tentar recuperar parte da visão dos pacientes. O implante foi realizado no Moorfields Eye Hospital, em Londres, e faz parte de um teste clínico que pretende ajudar pacientes que tenham ficado cegos devido a uma doença hereditária chamada de retinose pigmentosa.

BBC Brasil |

O sistema, conhecido como Argus 2, foi desenvolvido pela empresa americana Second Sight e usa uma câmera acoplada a um par de óculos para enviar imagens a 60 eletrodos implantados na retina do seu usuário.

Além dos dois pacientes em Londres, outras dez pessoas receberam o implante na primeira fase dos testes, realizada nos Estados Unidos e no México. Os testes clínicos fazem parte de um processo que irá durar mais dois anos e que deve ser desenvolvido em outros países como a Suíça e a França.

Ainda não se sabe se os implantes serão eficazes na recuperação parcial da vista dos dois pacientes, que têm idade média de 50 anos, mas os médicos estão otimistas.

Segundo o cirurgião Lyndon da Cruz, que realizou a operação, o tratamento é "empolgante".

"Os aparelhos foram implantados com sucesso nos dois pacientes e eles estão se recuperando bem da cirurgia", disse.

Processo
No Argus 2, enquanto a câmera acoplada aos óculos captura as imagens, uma unidade de processamento - aproximadamente do tamanho de um pequeno computador de mão e acoplada a um cinto -, converte a informação visual em sinais elétricos.

Esses sinais são então enviados de volta aos óculos e também a um receptor embaixo da superfície da parte frontal do olho. Esse receptor, por sua vez, envia os sinais aos eletrodos na parte posterior do olho.

O Argus 2 poderia ser comercializado logo depois de feitos os testes, com custo estimado em US$ 30 mil (cerca de R$ 62,8 mil).

Segundo o diretor da Sociedade Britânica de Retinose Pigmentosa, David Head, "o tratamento é muito empolgante, mas ainda está no estágio inicial".

"No momento não há tratamento para estes pacientes, por isso esse implante e a pesquisa sobre células-tronco oferecem as melhores esperanças", afirmou.

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